Cinco horas. Foi o tempo que a autônoma Aline Daniele, de 34 anos, esperou por um atendimento médico em frente ao Pronto-Socorro da 14 (PSM), ontem, depois que sofreu um acidente com uma perfuração de um prego no pé esquerdo.
Preocupada com uma possível infecção por tétano, a mulher procurou o atendimento, mas foi mandada embora para casa. “Eles me disseram que faltou energia elétrica e todo mundo estava no escuro sem poder fazer os procedimentos mais simples dentro do PSM”, disse a autônoma.
Uma funcionária do hospital, que preferiu o anonimato, disse que uma fiação elétrica estourou depois que um caminhão passou próximo ao poste de energia do local que não suportou a alta tensão e então ficou às escuras. A funcionária disse ainda que a ala de internações no Centro de Terapia Intensiva (CTI) estava funcionando normalmente.
A professora Regina Maciel, de 46 anos, enfrentou uma viagem de três horas do município de Bujaru, com destino à Belém em busca de atendimento médico para a própria mãe, mas ao chegar ao PSM foi também uma das pessoas que ficaram sem atendimento.
“Chegamos às 2h30m naquele Pronto-Socorro e uma médica muito mal educada disse para eu procurar atendimento em outro lugar porque lá não havia suporte e não poderíamos ficar. A sensação é de abandono porque a minha mãe é uma idosa e precisa de atendimento médico prioritário e não tem. Todos nós pagamos nossos impostos e na hora em que precisamos ficamos sem o serviço de saúde, um dos essenciais e ao qual temos direito de ter, mas não temos”, desabafou a professora.
Após dez minutos em que a reportagem do DIÁRIO havia chegado ao PSM, o atendimento médico foi normalizado no Pronto-Socorro depois que serviço de energia elétrica foi restaurado. A assessoria da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) foi procurada, mas não deu retorno até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
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