O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado do Pará (Sindpol) irá entrar com um recurso no Ministério Público do Estado contra a prisão de três policiais civis no Amapá. De acordo com o sindicato, a prisão dos oficiais foi irregular e configurou "abuso de poder".
Durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (21), o presidente do Sindpol, Rubens Teixeira, criticou o modo como os policiais, acusados de praticar assalto à embarcações no Marajó, foram presos.
"A prisão foi feita por milicianos, formados por policiais e ex-policiais, de forma totalmente irregular. Os presos foram torturados, amarrados e jogados em um porão de barco, para aí então serem levados ao Amapá", contou Rubens. "Isso é considerado sequestro. Qualquer transferência de Estado, mesmo sob flagrante ou mandado de prisão, só pode ser feita com ordem judicial. É a lei".

O Sindpol afirma que os policiais foram torturados durante a prisão. (Foto: Divulgação/Sindpol)
O presidente ainda afirmou que já entrou em contato com a corregedoria da Polícia Civil para que seja pedido o abuso de poder dos autores da prisão, para que os policiais sejam levados à território paraense.
"Estamos estudando o caso, e se necessário, vamos também procurar a Polícia Federal para denunciar o caso. Também já entramos em contato com o sindicato dos policiais do Amapá para pedir apoio neste caso".
(DOL)
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