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Morte por acidente nos quartéis não é novidade

A morte de mais um militar, desta vez o soldado Alan Patrick Pantoja da Conceição, 20 anos, nesta segunda-feira (21), aumenta a lista de ocorrências dessa natureza nos quartéis militares em Belém. Outros casos semelhantes foram registrados nos últimos an

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A morte de mais um militar, desta vez o soldado Alan Patrick Pantoja da Conceição, 20 anos, nesta segunda-feira (21), aumenta a lista de ocorrências dessa natureza nos quartéis militares em Belém.

Outros casos semelhantes foram registrados nos últimos anos, levantando dúvidas sobre a competência no treinamento realizado, imperícia ou mesmo falta de atenção dos soldados no manejo das armas.

Em 2011, o soldado do Exército, Fábio Kleiton Coelho dos Santos, de 21 anos, foi morto após ser atingido no peito por um tiro de fuzil calibre 12, no 2º Batalhão de Infantaria de Selva. Na época, o Exército classificou o episódio como uma fatalidade causada por tiro acidental, mas abriu inquérito para apurar as circunstâncias da morte.

Já em 2012, o armeiro da Aeronáutica, Cleidson Clemilton da Purificação Viana, 24 anos, morreu dentro da Base Aérea da capital paraense. Ele estava de serviço quando uma bala de pistola de 9 mm, disparada do setor de material bélico, onde o militar estaria junto a mais dois soldados, atingiu seu coração.

Além da utilização dos armamentos, há também outros riscos nas bases militares, como o caso do soldado Thiago Pantoja Baracho, de 20 anos, morto em dezembro de 2010 dentro do comando do quartel do Corpo de Bombeiros, após tentativa de assalto.

Procurada pela reportagem do DOL, a Assessoria de Comunicação do I Primeiro Comando Aéreo Reginal (I Comar) informou que durante todo o período de recrutamento os soldados são submetidos a várias instruções, teóricas e práticas, que envolvem o manuseio e a utilização de armamentos.

Após a incorporação, durante o serviço ativo, os militares participam mensalmente de instruções sobre o manuseio do armamento, sendo avaliados anualmente na prática de tiro.

(Enderson Oliveira/DOL)

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