O PSB, partido do presidenciável Eduardo Campos e da ex-ministra Marina Silva terá candidato majoritário no Pará. O nome escolhido será do ex-secretário do governo de Simão Jatene e atual deputado estadual Sidney Rosa a quem o partido quer dar a missão de disputar uma vaga ao Senado.
A confirmação foi feita pelo deputado Cássio Andrade, uma das lideranças do PSB paraense durante visita de Campos ao grupo RBA. A decisão do PSB deve criar problemas para a aliança, já que o candidato natural dos tucanos ao Senado seria o senador Mário Couto que quer disputar a reeleição.
Indagado se a decisão do PSB não prejudica a aliança, ao dividir votos na disputa ao Senado, Andrade disse que esse cálculo deve ser feito pelo governador. “O PSB terá uma candidatura majoritária”, reforçou, explicando que a estratégia de lançar o nome de Rosa tem aval de Eduardo Campos.
Acompanhado dos líderes estaduais, o presidenciável foi recebido pelo diretor presidente do DIÁRIO, Jader Barbalho Filho e pelo diretor geral da RBA, Camilo Centeno. Durante o encontro, Campos admitiu que tem entre seus desafios nos próximos meses, está o de se tornar mais conhecido no país.
ESTRATÉGIA
Pesquisas mostram que, em média, 60% dos brasileiros afirmam nunca ter ouvido falar de Campos. “Estou fazendo reuniões, viajando, participando de debates, usando a internet”, contou sobre a estratégia que tem usado para se tornar lembrado pelos eleitores até outubro.
Em Belém, Campos visitou lideranças políticas, mas evitou tratar diretamente das questões locais. “Estamos construindo um palanque nacional. Nos Estados, cada um constrói o que for possível. Nós temos palanque que vai disputar e em outros lugares, se não tivermos palanque, vamos subir num tablado, num caixotinho”.
Ao ser indagado se no Pará o PSB terá palanque ou caixote, Campos disse que no Estado os partidos que formam sua aliança nacional ainda discutem rumos e que, independente da decisão, quer manter boas relações com todos os candidatos. “O governador que for eleito no Pará, Ceará, Pernambuco vai trabalhar conosco, porque passada a eleição, a gente não vai fazer aquela política de que se não é do meu lado, eu persigo”.
O presidenciável que veio ao Pará sem Marina Silva, pré-candidata a vice, disse que suas viagens fazem parte da construção do programa de governo que deve ser lançado até 30 de junho. “Nós viemos ao Pará para ouvir. Estamos construindo um programa para o Brasil mudar e melhorar. Estamos ouvindo a sociedade para construir um olhar mais generoso de Brasília com o Pará”, disse.
(Diário do Pará)
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