O extraordinário crescimento da produção agrícola experimentado pelo Brasil, nos últimos anos, já alimenta a expectativa de que, em breve, o país ultrapassará os Estados Unidos como maior produtor mundial de soja. Infelizmente para os produtores brasileiros, porém, a logística de transporte no Brasil não aumentou com a mesma velocidade, o que resulta em perda de competitividade.
O alerta foi feito na sexta-feira (25) em Barcarena, pelo presidente mundial da Bunge, Soren Schroder, CEO da Bunge Limited. Ele e os demais dirigentes da empresa demonstraram entusiasmo com o novo empreendimento da empresa no Pará, compreendendo instalações portuárias em Miritituba, município de Itaituba, e em Vila do Conde, em Barcarena, além de uma empresa de navegação para o transporte de soja por cerca de mil quilômetros pelos rios Tapajós e Amazonas, até Vila do Conde. “A hidrovia representa o sistema mais eficiente e de menor custo para o transporte de cargas”.
O complexo da Bunge muda a logística e reduz os custos no transporte, principalmente da soja. Os grãos vão sair das fazendas e armazéns na região médio-norte de Mato Grosso e seguirão de caminhão ou carreta, pela BR-163, até o terminal de transbordo de Miritituba. De lá, a soja será transportada em barcaças para Barcarena, onde ocorrerão os embarques em navios Panamax com destino ao exterior.
Cada comboio, composto de vinte barcaças, vai transportar 40 mil toneladas de soja, volume correspondente à carga de mil caminhões. Isso representará uma considerável economia de combustível, redução do desgaste das estradas e uma redução de aproximadamente 20% nas emissões de gás carbônico.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar