Entrou em pausa no começo da tarde desta terça-feira (29) o julgamento do fazendeiro Décio José Barros Nunes, o Delsão, acusado de ser o principal mandante do assassinato do sindicalista José Dutra da Costa, o Dezinho, morto há 14 anos em Rondon do Pará.
A sessão, que ocorre no Fórum Criminal de Belém, iniciou com o depoimento de testemunhas de acusação. A viúva da vítima, Maria Joel da Costa, concedeu o depoimento, mas pediu para não falar em frente ao réu, por medo de represálias.
No final da manhã o julgamento foi suspenso e deve se retomando durante a tarde, quando novas testemunhas serão ouvidas.
Dezinho foi morto por pistoleiros em 2000. Na época, ele presidia o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará. Em dezembro de 2010, o governo brasileiro assinou um acordo com a Organização dos Estados Americanos (OEA) assumindo sua responsabilidade pela morte e se comprometendo a implantar diversas políticas públicas Relacionadas a luta pela reforma agrária.
Três acusados de envolvimento no crime já foram julgados. Dois homens fora absolvidos, enquanto que o acusado de disparar contra a vítima confessou o crime e foi condenado. No entanto, ele fugiu do presídio e continua foragido.
(DOL com informações da RBA TV)
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