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Escola estadual no Tapanã está abandonada

O direito de estudar em condições favoráveis para o bom aproveitamento do aluno como boa instalação predial, salas climatizadas, merenda escolar de qualidade, a presença e boa qualificação dos educadores e, por fim, segurança, é básico.  Porém, este dire

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O direito de estudar em condições favoráveis para o bom aproveitamento do aluno como boa instalação predial, salas climatizadas, merenda escolar de qualidade, a presença e boa qualificação dos educadores e, por fim, segurança, é básico.

Porém, este direito não é vivido pelos alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Nossa Senhora do Carmo, na ocupação Pinheirinho, no bairro do Tapanã, em Belém.

Por meio de denúncia feita por professores e alunos ao DIÁRIO, a escola Nossa Senhora do Carmo apresenta um cenário de abandono. O acesso à escola tem ruas cheias de buracos e mato, além de ser uma área quase isolada, com poucas casas.

De acordo com os denunciantes, a fraca luminosidade à noite completa o quadro que faz do entorno um local perigoso, marcado pela presença de assaltantes, que assustam os funcionários e alunos.

Essa situação reflete no quadro de professores da escola, que, por conta da violência, recusam-se a trabalhar na instituição. O problema é grave, tanto que alunos de duas turmas da 1ª série do ensino fundamental no turno da manhã estão sem aulas. “O perigo assusta tanto que, quando os professores que são indicados a trabalhar aqui sabem das condições, desistem. Muitas matérias estão sem professores por causa disso”, revela uma funcionária que não quis se identificar.

As más condições do ambiente da escola, como a falta de climatização nas salas de aula, estão entre os problemas denunciados.
Em todos os espaços usados para as aulas há somente ventiladores de teto, mas a maioria dos aparelhos apresenta defeitos. “O calor é muito grande dentro da sala, nem quando o ventilador está funcionando dá para aliviar”, disse a estudante Camila Guerra.

Além disso, o bebedouro da escola apresenta problemas de refrigeração, e beber água gelada tem sido questão de luxo, já que os alunos precisam comprar de vendedores em frente à instituição. “Se a gente não comprar água gelada aqui com o vendedor de bombom, a gente vai morrer de sede, porque o bebedouro da escola até que tem água, mas é quente e é capaz até de fazer a gente adoecer”, disse a aluna Jéssica Oliveira.

Os problemas da escola Nossa Senhora do Carmo se agravam ainda mais com a falta de merenda escolar. Por causa dessa situação, os alunos são dispensados mais cedo, o que compromete a carga horária de aula. “Os problemas com a falta de merenda escolar é constante aqui na escola. Já reclamamos junto à Seduc, mas nunca o problema é solucionado”, revela outra funcionária.

A reportagem procurou a assessoria da Secretaria de Estado de Educação para esclarecimentos, mas até o fechamento desta edição não obteve nenhuma resposta da Seduc com explicações para o caos na escola do Tapanã.

(Diário do Pará)

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