De acordo com o relatório de conflitos no campo em 2013, realizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), 34 pessoas foram mortas por conflitos agrários no Brasil em 2013. Desse total, seis assassinatos ocorreram no Pará, o que corresponde a 17,6%; e dos 241 ameaçados de morte no ano passado, 46 também estão no território paraense, o que representa 19% do total. Ou seja, o Pará ainda ocupa lugar de destaque negativo nos conflitos do campo.
Em relação às mortes, o município de Itupiranga registrou três casos no ano passado, enquanto os outros municípios que tiveram assassinatos por conflito foram Altamira, Goianésia do Pará, Parauapebas e São Félix do Xingu.
Entre as vítimas estão uma liderança movimento social, três trabalhadores rurais, um sem-terra e o indígena Wilson Ambrósio da Silva, representantes do Povo Atikum do município de Itupiranga, assassinado por um grileiro no dia 9 de julho. Ele integrava a comitiva indígena do Estado que esteve em Brasília (DF) no dia 19 de abril daquele ano para somar força às mobilizações do “Abril Indígena” e denunciar a ocorrência de invasão e ilícito ambiental na área ocupada por famílias do povo Atikum.
AMEAÇAS
Em relação aos casos de ameaça de morte, é preocupante a situação no município de Marabá, onde oito pessoas foram ameaçadas de morte, devido a problemas fundiários. Entre os ameaçados estão um líder de movimento social, um trabalhador rural, um advogado, quatro sem-terra e o juiz federal do Trabalho, Jônatas Andrade, que teria desagradado fazendeiro da região, com sentenças a favor de trabalhadores.
Merece destaque também o município de Nova Ipixuna, onde quatro pessoas estão ameaçadas de morte, entre elas Laísa Santos Sampaio, irmã de Maria do Espírito Santo e José Cláudio, casal de extrativistas assassinados em 24 de maio de 2011, a mando de grileiros que invadiram a reserva agroextrativista Praialta Piranheira.
(DOL, com informações de Chagas Filho)
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