A ação policial registrada por um cinegrafista amador em que um homem aparece sendo agredido por três policiais militares segue dividindo opiniões de internautas. Não se sabe ainda qual o motivo da abordagem e nem o paradeiro do homem, que não foi mais visto.
Para muitos internautas, a ação da PM foi considerada correta e o procedimento dos mesmos é justificado como forma de combater a criminalidade e impor respeito. “Esse cara deve ter uma extensa ficha criminal, por isso a família não foi na corregedoria”, supõe um internauta que ainda afirmou “bandido não é humano” e por isso, segundo ele, mereceria as agressões vistas no vídeo. Outro internauta comentou que “as imagens mostram a resistência do homem, e o uso da força é legitimo”.
Já outros internautas preferem aguardar alguma informação sobre o ocorrido, já que até o momento a Polícia Militar só informou que os policiais vistos no vídeo foram afastados. Alguns leitores do DOL chamaram os policiais de “covardes” e também citaram casos de pessoas que não cometeram crime algum e foram abordadas e agredidas por policias. “Um tio meu que vinha do trabalho foi parado pra uma revista e levou dois ‘tapão’ nas costas só porque demorou a tirar os documentos da carteira, e agora ele e um marginal por isso?!”, indagou uma internauta.
O caso
O homem foi abordado na rua General Henrique Gurjão, bairro do Reduto, Belém. No vídeo, é possível ver que o rapaz não apresenta resistência, mas é agredido por um PM, tentando revidar logo em seguida, mas sendo contido pelos outros praças e agredido dentro e fora da viatura da polícia. Veja o vídeo.
A Polícia Civil informou que nenhuma apresentação de suspeito foi feita pela viatura 0212, placa OFD-6249, vista nas imagens. Nenhum familiar ou pessoa ligada ao rapaz se manifestou até agora sobre seu paradeiro, ou mesmo sobre sua identidade. O trabalho pode ser prejudicado com a falta de identificação do jovem, que continua desaparecido.
A Promotoria de Justiça Militar já faz comparações com o Caso Amarildo - o ajudante de pedreiro carioca tido como morto depois de, em julho de 2013, ter sido visto pela última vez ao ser detido por policiais em frente à própria casa, na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.
(DOL)
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