O excesso de pré-candidatos ao Senado na base governista pode acabar facilitando a vida dos adversários - e, especialmente, do petista Paulo Rocha, que já é o nome certo da aliança de oposição encabeçada por PT e PMDB, e que tem como pré-candidato ao governo o ex-prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho. O grupo de oposição já reúne oito partidos (PT, PMDB, PC do B, PROS, PHS, PSL e PDT) e as conversas continuam. A intenção é buscar reunir o máximo de partidos que, nacionalmente, fazem parte da base aliada da presidente Dilma Rousseff. Entre os alvos das conversas está o PR do ex-deputado Anivaldo Vale, que hoje ocupa o cargo de secretário executivo do Ministério dos Transportes.
O PTB do ex-prefeito Duciomar Costa também não tomou um caminho oficialmente. Duciomar ainda sonha em concorrer ao governo, mas procura aliados para compor uma chapa. Desde que reassumiu o comando do partido, o ex-prefeito se movimenta em busca dos aliados.
Na ala mais à esquerda, o PSol já definiu sua estratégia. A ex-deputada Araceli Lemos vai disputar o governo. Edmilson Rodrigues, atual deputado estadual, vai buscar uma vaga na Câmara Federal, e Marinor Brito disputará cargo de deputada estadual, na esperança de puxar votos para eleger mais um deputado. O candidato da legenda ao Senado será o professor Pedro Maia. O Psol pode fechar aliança com PSTU e PCB, criando uma frente de esquerda.
O cenário começa a se desenhar, mas todos sabem: em política, mudanças bruscas não chegam a surpreender, o que significa que em dois meses de negociações, conversas e mudanças de humor, ainda podem haver alterações no desenho das alianças menos consolidadas.
(Diário do Pará)
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