Reunidos em assembleia geral na semana passada os educadores do município de Ananindeua, Região Metropolitana de Belém (RMB) decidiram paralisar as atividades escolares a partir desta segunda-feira (5), o objetivo é pressionar o governo municipal a atender as reivindicações da categoria e dar uma resolução.
Os professores reclamam que já se inicia o segundo ano de mandato do atual prefeito Manoel Pioneiro, do PSDSB, e a educação padece com o descaso do chefe do executivo.
"Mesmo com as inúmeras tentativas de negociação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) frente a prefeitura de Ananindeua, para a Campanha Salarial de 2014 dos educadores os valores apresentados pela prefeitura do município seguem rebaixados diante das expectativas da categoria", afirma o Sindicato.
Entre as principais demandas, a categoria espera conquistar um reajuste salarial de 45%, referentes a perdas da categoria; reajuste no vale alimentação no valor de R$ 500,00; pagamento do vale alimentação para efetivos e temporários; retroativo do enquadramento do PCCR; gratificação para os professores que lidam com alunos com necessidades especiais; Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) unificado, com reformulação da jornada para garantia e implementação da hora atividade de 1/3; licença maternidade de 6 meses, regulamentada através de lei específica; concurso público para todos os cargos em que haja necessidade; gratificação da GNS, independente da ação judicial; eleição direta para direção de escola; plano de saúde; reforma e ampliação de escolas.
Ainda segundo os professores, o governo alega que os impactos para cumprimento das reivindicações seriam superiores a R$ 415 mil e fazem um paralelo com a falta de investimento na educação com o crescimento da violência. "Se comparados aos estarrecedores números apontados pelas recentes pesquisas para o crescimento da violência, que apontam uma média de 100 homicídios para cada 100 mil jovens na região metropolitana, não são apenas números que interessam a sociedade neste momento, mas a aplicabilidade de políticas públicas que revertam este quadro", apontam.
"Os investimentos em educação e a valorização de seus profissionais tem que estar inclusas na estratégia de qualquer governo responsável com as melhorias sociais. O governo Pioneiro deve respostas a população de Ananindeua e enquanto elas não chegarem as aulas serão nas ruas", encerra o comunicado dos professores.
OUTRO LADO
Por telefone, o DOL entrou em contato com a prefeitura de Ananindeua que ressaltou que receberá com surpresa qualquer tipo de paralisação neste sentido, uma vez que tem negociado com os educadores. De acordo com a prefeitura, na última terça-feira (29), houve uma reunião entre o prefeito Manoel Pioneiro e os professores. "Já houve uma conversa anterior com a procuradoria jurídica e após a conversa com o prefeito há uma avaliação dos impactos financeiros da pauta dos professores que é salarial", afirmou.
(DOL com informações do Sintepp)
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