Somente após o meio-dia de hoje é que devem amenizar os transtornos dos motoristas que têm que atravessar a avenida Almirante Barroso, no sentido São Brás, a partir do Entroncamento. A previsão é que antes desse horário a Secretaria de Saneamento do Município de Belém ainda não tenha finalizado a operação de “tapa buraco” da cratera aberta no cruzamento das avenidas Tavares Bastos e Almirante Barroso, no dia 26 de abril (sábado), quando parte do piso deste trecho cedeu, interditando a principal via de acesso da capital.
Já são três dias de atraso de liberação total da pista em relação ao primeiro prazo divulgado pela Prefeitura Municipal de Belém (PMB). A última etapa da operação, segundo a programação da Sesan, é a pavimentação do trecho, que deve acontecer nas primeiras horas do dia (segunda). Assim que o asfalto secar, o órgão responsável entrega a pista para que a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) possa liberar o tráfego nas três faixas de trânsito. Enquanto isso não acontece, motoristas terão que usar a paciência e se contentar com apenas duas faixas liberadas desde a noite da quinta-feira passada.
No último sábado, mesmo com a liberação parcial da pista, o trânsito continuou lento. Pela manhã, motoristas levavam mais de trinta minutos para ultrapassar o engarrafamento com início no Entroncamento até a avenida Tavares Bastos. O motociclista José Borges reclamou do prazo de entrega da obra, que, segundo ele, está demorando muito mais que o previsto. “Aqui em Belém é assim, demoram até para tapar um buraco. Tudo é complicado e só a população que padece”, disse no meio do engarrafamento.
O idoso Braz de Cardoso reclamou da demora dos ônibus e disse que, desde a interdição, a linha de ônibus dele não passa com regularidade na parada de ônibus, próximo ao conjunto Costa e Silva, onde mora. “Parece que a minha linha parou de passar aqui. Já me disseram que ele tá fazendo um atalho e que eu tenho que andar, de muleta, até a Av. Pedro Alvares Cabral. Ele tá passando por lá”, reclamou.
O engarrafamento no sábado era muito menor do que aquele enfrentado durante a semana, que ficou marcada por engarrafamentos recordes e acidentes ao longo. Porém, ainda foi motivo de descontentamento de motoristas e passageiros, que já esperavam uma mudança mais eficaz para o fim de semana. “Quando a gente pensa que algo vai melhorar, acontece uma coisa dessa. Parece que esses problemas não vão ter fim”, disse o motorista de ônibus Denilson Marques.
“Passo aqui todos os dias e a minha rotina foi toda alterada. Passei a semana chegando mais de uma hora atrasado ao trabalho e hoje, sábado, que deveria estar melhor, ainda tá desse jeito, um caos total”, disse o passageiro de ônibus José de Moura, que vem diariamente do município de Marituba.
(Diário do Pará)
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