A “buraqueira” na avenida Mario Covas, principal via de acesso do conjunto Satélite, é um problema que preocupa moradores, taxistas e motoristas obrigados a usar diariamente o trecho, localizado exatamente na saída do conjunto, no sentido Augusto Montenegro. Na época das chuvas, uma grande poça d’água esconde os buracos que, cobertos de água, apresentam maiores riscos.
Segundo o taxista Reinaldo Juarez, mesmo com os constantes acidentes na via, ninguém resolve o problema. “O prefeito veio até uma reunião comunitária aqui ao lado, no Pedro Teixeira, e disse que esse problema só será resolvido com a conclusão das obras do trecho do BRT da avenida Augusto Montenegro, mas a gente não pode esperar tanto tempo. Não temos nem previsão de quando essa obra vai começar”, teme o taxista.
O sistema de drenagem na pista é só um dos problemas que precisam ser resolvidos. “Pior do que os buracos é não poder vê-los. Enquanto a água fica parada aí, pode passar asfaltos quantas vezes quiseres, que no outro dia o buraco abre de novo”, disse o outro taxista Cristiano Lima.
Para o motorista de ônibus escolar Gil Lima, a situação provoca muitos prejuízo para quem lida com o trânsito naquela região. “Em menos de seis meses, tive que mudar três vezes uma peça que, se eu trafegasse numa via normal, precisaria ser trocada apenas uma vez por ano”, disse.
Motoristas de táxi também reclamam que, por causa dos transtornos, acabam procurando atalhos por dentro dos conjuntos vizinhos. “Muitos de nós já foram assaltados entrando no conjunto Sideral. Como não é asfaltado e a iluminação é precária, ficamos mais vulneráveis aos assaltos”, conta Cristiano.
O DIÁRIO tentou contato com a Secretaria Municipal de Saneamento, mas não conseguiu.
(Diário do Pará)
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