O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Pará informou, após decisão da categoria de entrar em greve a partir da meia-noite desta quinta-feira (7), que cumprirá as duas medidas cautelares que garantirão o transporte na capital.
Segundo as determinações, 80% da frota deve circular normalmente em Belém durante a greve, em todos os horários de funcionamento. Em Ananindeua e Marituba, 100% da frota deve circular nos horários de pico, e 50% deve ser mantida nos demais horários.
Em assembleia realizada na noite desta quarta-feira, os rodoviários de Belém, Ananindeua e Marituba decidiram paralisar as atividades. Os trabalhadores rejeitaram a proposta de aumento salarial de 7% dos salários, além de vale alimentação de R$ 425.
Em assembleia realizada na noite desta quarta-feira, os rodoviários rejeitaram a proposta dos empresários e decidiram paralisar atividades.
Apesar de os trabalhadores terem votado pela greve, o sindicato da categoria ressaltou que seriam cumpridas a decisão judicial que estabeleceu que 80% da frota de Belém deve continuar circulando o dia inteiro, enquanto que em Ananindeua e Marituba, pelo menos 50% da frota circule nos horários normais e 100% nos horários de pico. Os piquetes em frente às garagens das empresas também estariam proibidos.
Cerca de 1,2 milhão de pessoas dependem do transporte coletivo na Região Metropolitana de Belém (RMB).Ontem à noite, os rodoviários chegaram a fechar por duas vezes a avenida Almirante Barroso, no sentido São Brás/Entroncamento.
O bloqueio, que durou cerca de 10 minutos cada, era para chamar a atenção da sociedade para a pauta de reivindicações dos trabalhadores. Eles querem um reajuste de 12% no salário e um aumento de R$ 385 para R$ 500 no tiquete alimentação.A proposta foi levada para a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/PA), onde foi apresentada à patronal durante uma reunião de negociação que durou cerca de dez horas e aconteceu a portas fechadas.
Contudo, a patronal apresentou uma contraproposta pela qual os empresários dariam um reajuste salarial de 7% para os trabalhadores, além de aumentar o vale alimentação para R$ 425 (o que representa um reajuste de 11%) e a clínica médica em 17%.Para o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, Roberto Sena, a contraproposta é boa para a categoria, pois daria um ganho real de 1,5%.
(DOL com informações do Diário do Pará)
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