Através do Disque-denuncia, policiais civis da Seccional do Guamá, sob o comando do delegado Antônio Duarte, detiveram Lorilene Vieira de Araújo, 40 anos, acusada de vender atestados médicos falsos. Ela trabalha como agente de portaria no Pronto-Socorro Municipal (PSM) do Guamá, há 13 anos, de onde ela conseguia as guias médicas. Ela foi autuada por crime de falsificação de documento público, agravado pelo fato da suspeita ser funcionária pública, além do crime de falsificação ideológica, por assinar os documentos se passando por médicos
A detenção aconteceu na casa da acusada, na passagem Fé em Deus, no Guamá, onde foram encontrados vários blocos de atestados e receituários médicos, todos carimbados e em branco. No momento da abordagem, a polícia flagrou um homem à procura da agente de portaria para comprar um atestado. De acordo com o delegado, os atestados falsos eram vendidos entre R$ 20,00 a R$ 50,00, e dependia da quantidade de dias em que a pessoa estivesse interessada.
Na seccional, Lorilene assumiu o crime, mas se defendeu dizendo que era apenas intermediária de outras pessoas envolvidas no esquema de fornecer os atestados falsos. “Eu vendia sim, mas não sou eu que faço as falsificações. Esses blocos que encontraram na minha casa com carimbos dos médicos foram deixados por outra pessoa, que disse que iria buscar hoje (ontem) cedo, mas não foi”, declarou a acusada.
O delegado Antônio Duarte não dispensou a versão da acusada, pois, de acordo com investigações, ele acredita que uma quadrilha atua dentro do PSM do Guamá no esquema de fornecer os atestados falsos. “Já temos indícios de que uma quadrilha de funcionários do PSM do Guamá faz isso. Como servidores do hospital, eles têm acesso direto a esses blocos e os roubavam, assim como aos dados dos médicos para mandar fabricar os carimbos e falsificar a assinatura desses profissionais”, afirmou o delegado. A partir disso, o delegado disse que vai ouvir a direção do PSM do Guamá para saber se existe alguma investigação interna para saber sobre essa possível quadrilha. Ele garantiu também que vai ouvir os médicos que tiveram o nome usado pela quadrilha, a fim de colaborar nas investigações. “Esse crime é de falsidade ideológica e falsificação de documento público e se agrava ainda mais por ter sido cometido por funcionários públicos. Vamos ouvir todos os envolvidos para desbaratar essa quadrilha”, garantiu Antônio Duarte.
(Diário do Pará)
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