Por mais de sete horas de julgamento, ontem, Kely Havila do Carmo Pedreira, 32 anos, ré confessa do assassinato da adolescente de 14 anos Jaqueline Oliveira dos Santos, morta a facadas em frente à escola municipal Laurival Magno Cunha no município de Barcarena em 14 de agosto de 2012, permaneceu sentada ouvindo os argumentos da acusação e de sua defesa.
Composto por sete jurados, sendo uma mulher e seis homens, o Conselho de Sentença ficou convencido de que a acusada matou a adolescente com recurso que tornou impossível a defesa da vítima, tese defendida pelo Ministério Público, representado pela promotora de justiça Gruthenka Freira.
A Defensoria Publica através do defensor Reinaldo Júnior, defendeu a tese de legítima defesa, o que não foi aceito pelos jurados. Após a oitiva das testemunhas de acusação e defesa, começou o debate entre promotoria e defensoria. A promotora de justiça, para convencer o conselho de sentença da culpabilidade da ré, veiculou o vídeo gravado por um celular do dia e momento do fato além de que em seu depoimento Kely Havila Pedreira confirmou que matou a adolescente.
Na sala secreta, os sete jurados votaram pela condenação de Kely Havila, baseado no artigo121, parágrafo §2, inciso lV do Código Penal Brasileiro, conforme defendeu a acusação. Familiares da vítima e da acusada estiveram presentes no salão do júri e após a leitura da sentença pela juíza da 3ª Vara Penal Ângela Graziela Zottis a defesa informou que vai recorrer da decisão.
Kely Havila do Carmo Pedreira foi pronunciada nas sanções previstas no artigo 121, § 2º, inciso IV do Código Penal tendo como vítima Jaqueline de Oliveira dos Santos, fato ocorrido no dia 14 de agosto de 2012 em frente à Escola Municipal Lourival Magnos Cunha em Barcarena após uma luta corporal. A culpabilidade de Kely Havila do Carmo Pedreira foi elevada, visto que o crime ocorreu em frente a um colégio público, havendo vários alunos no momento e a ré condenada a 13 anos e seis meses de reclusão em regime fechado.
(Diário do Pará)
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