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Acusados da morte de colonos cumprirão 130 anos

Após 20 horas de julgamento sob a presidência do juiz Edamr Pereira sete jurados do 1º Tribunal do Júri de Belém acolheram a tese da acusação e condenaram o fazendeiro Marlon  Alves Pidde, 65 anos,  pelas mortes de cinco agricultores da região de Marabá,

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Após 20 horas de julgamento sob a presidência do juiz Edamr Pereira sete jurados do 1º Tribunal do Júri de Belém acolheram a tese da acusação e condenaram o fazendeiro Marlon Alves Pidde, 65 anos, pelas mortes de cinco agricultores da região de Marabá, cerca de 450 km de Belém.

Também foi condenado Lourival Santos da Rocha por participação na morte dos agricultores Manoel Barbosa da Costa, José Barbosa da Costa, Ezequiel Pereira da Costa, José Pereira de Oliveira e Francisco Oliveira da Silva.

O crime ocorrido por volta das 17h do dia 27/07/2014, na sede da fazenda Princesa, posteriormente Califórnia III, município de Marabá, Sudeste do Estado. A pena fixada para cada réu de 130 anos de reclusão será cumprida em regime inicial fechado.

Também foram denunciados e pronunciados a serem julgados pelo júri João Lopes Pidde, José Gomes de Souza, este último alcançou a prescrição do crime após completar 70 anos de idade.

O processo tramitava na justiça paraense há 29 anos e até hoje nenhum responsável pelos crimes foi julgado.

Segundo a acusação do caso que ficou conhecido internacionalmente, os cinco trabalhadores foram sequestrados de dentro de suas casas, amarrados, torturados durante dois dias e assassinados com vários tiros.

Depois de mortos, os corpos foram presos uns aos outros com cordas e amarrados a pedras no fundo do rio Itacaiunas. Os corpos só foram localizados mais de uma semana após o crime.

O caso foi levado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, onde tramita um processo contra o Estado brasileiro.

(DOL)

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