Servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão paralisados desde a quinta-feira (8), como forma de protestar contra as precárias condições de trabalho.
Segundo os servidores, a principal reivindicação é a não disponibilidade de luvas estéreis para todos os funcionários, incluindo as Unidades Básicas de Saúde (UBS), isto é, as ambulâncias comuns. Até então, somente as Unidades de Suporte Avaçado (USA) recebem este tipo de proteção. A única luva fornecida às UBSs é a "de procedimento", mais frágil que as luvas estéreis
Um dos servidores do Samu, que não quis se identificar, afirmou ainda as ataduras e outros produtos necessários para atendimento são de péssima qualidade, o que compromete e prejudica tanto os pacientes que são atendidos como a própria saúde dos servidores. O contato com o sangue, principalmente em abundância, pode causar diversas complicações.
Ações
Os servidores também fizeram manifestações em frente à sede do Samu, na Tv. Castelo Branco, entre as avenidas Domingos Marreiros e Antônio Barreto. Está programada para hoje à tarde uma reunião no Conselho Regional de Enfermagem do Pará (COREN) sobre as denúncias dos servidores e também uma reunião no Ministério Público, visando garantir a melhoria das condições de trabalho.
Procurada pela reportagem do DOL, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) ainda não se pronunciou sobre as denúncias.
(Enderson Oliveira/DOL)
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