Belém ocupa a sétima posição em um ranking sobre a prática da automedicação no Brasil, Pesquisa foi realizada em doze capitais brasileiras e foi constatado que 78% dos belenenses têm o hábito de consumir remédios por conta própria. O percentual ficou acima da média nacional de 76,4%. Nos três primeiros lugares ficaram Salvador (96,2%), Recife (96%) e Manaus (92%).
Para o médico Ricardo Tuma, dois fatores contribuem para a prática da automedicação: um de ordem cultural e a deficiência da saúde pública. “Se configura em uma questão cultural em que as pessoas recorrem às farmácias e, indiscriminadamente, consomem remédios apenas pelo depoimento de terceiros sobre o medicamento, sem aval de um médico ou do farmacêutico. Muitas vezes, escutam o balconista que não possui formação acadêmica para indicar uma medicação”.
Tuma apontou o perigo para quem faz o uso de remédios por conta própria. “Essa é uma prática mundial muito perigosa, na qual as pessoas acabam mascarando doenças que podem ser graves, como a hipertensão e o diabetes, por exemplo. Às vezes, uma dor de cabeça pode ser algo mais sério e o paciente não atenta para isso e vai tratando apenas os sintomas, em vez de investigar as causas da dor. Portanto, é importante que o paciente recorra a um atendimento clínico nesses casos”.
MEDICAMENTOSNa casa de Emilia Dantas, de 55 anos, é comum encontrar medicamentos na prateleira de um dos quartos. “Se um dos meus filhos precisar de um remédio para uma dor de cabeça está lá no cantinho. É só pedir que eu ofereço. Os vizinhos também me pedem muita opinião sobre medicamentos e eu acabo oferecendo a eles os que eu tenho em casa”, contou a dona de casa. A pesquisa foi divulgada em abril pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), em Goiás.
(Diário do Pará)
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