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Falta de informações impede início de buscas

Sem informações sobre o homem que foi flagrado boiando à deriva próximo à ilha de Cotijuba na tarde deste sábado (10), por passageiros que faziam o trajeto entre os municípios de Soure e Belém, o Corpo de Bombeiros afirmou que está impossibilitado de inic

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Sem informações sobre o homem que foi flagrado boiando à deriva próximo à ilha de Cotijuba na tarde deste sábado (10), por passageiros que faziam o trajeto entre os municípios de Soure e Belém, o Corpo de Bombeiros afirmou que está impossibilitado de iniciar operações de buscas pela vítima.

“Checamos mais de 400 ocorrências no registro dos bombeiros, do Centro Integrado de Operações (Ciop), da Polícia Fluvial e da Marinha, mas nenhuma sobre o caso foi registrada em nenhum lugar. Aí, qualquer atividade que poderíamos realizar fica impedida pela escassez de dados”, afirmou o major Francês, dos Bombeiros.

“Não há informações sobre onde o homem foi encontrado. Sabemos que ele foi visto por uma embarcação que viajava entre o Marajó e Belém, mas não sabemos a rota que era seguida pelo navio”, afirmou. “Além disso, parece que ao avistar o homem, o navio alterou a rota para tentar o resgate, o que nos deixa ainda mais perdidos sobre a localização”.

“Também não sabemos o horário do incidente. Dependendo da hora em que ocorreu, a maré estava cheia ou vazia, o que pode alterar a correnteza e mudar o local para onde ele foi arrastado”, continuou o bombeiro. “Todas essas informações são parâmetros de referência, importantes para fazermos o cálculo para definir para onde ele foi e onde pode estar agora. Sem isso, nosso trabalho fica limitado”.

O Major ainda afirmou que equipes dos bombeiros estão sempre dispostas a socorrer casos como esses e pede que qualquer pessoa que tenha alguma informação que possa ajudar no caso que entre em contato com o Ciop através do telefone 190.

OMISSÃO

O Major ainda afirmou que teve acesso às imagens feitas por passageiros da embarcação e criticou a atitude da tripulação. “O socorro foi feito de forma fraca, realizando uma avaliação com nossa visão técnica. Ninguém teve coragem de botar um colete e pular na água para ajudar o homem”, afirmou.

“Alguém deveria ter tido essa iniciativa. Não podemos cobrar essa atitude dos passageiros, que não tem treinamento para isso, mas a tripulação tinha quase que a obrigação de realizar o resgate”, concluiu.

(Gustavo Dutra/DOL)

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