O Ministério Público Federal (MPF) busca um acordo com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) e com as autoridades da segurança pública para regularizar a entrega de encomendas em Belém. Há mais de um ano uma ação movida pela Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios garantiu na justiça a suspensão das entregas em áreas consideradas de alta periculosidade. Segundo o MPF, são consideradas áreas de risco grande parte dos bairros do Guamá, Terra Firme, Barreiro, Pedreira, Telégrafo, Val-de-Cães e dos municípios de Ananindeua e Marituba.Nessas áreas a população é obrigada a se dirigir a uma Unidade dos Correios para resgatar suas correspondências.
O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Pará (Sincort) chegou a informar que o MPF teria decidido pelo retorno das entregas, mas por enquanto o que há é uma rodada de reuniões com os Correios e os órgãos de segurança pública do Estado para traçar um plano de medidas que minimizem a situação.
O plano deverá ser apresentado no prazo de 30 dias, segundo o presidente do Sincort, Paulo André Silva, há uma proposta antiga de alterar o horário de entrega para o turno da manhã quando a incidência de assaltos é menor. “Tem colegas que já foram assaltados sete vezes. Até caso de sequestro já teve”, diz ele.
Outra proposta apresentada pela categoria é a possibilidade de garantir escolta armada para os carteiros, com já acontece em outros estados. Atualmente, o horário de entrega é entre 12h e 15h, período em que a os casos de assaltos aumentam. Os Correios, por meio de sua assessoria, informaram que não há concordância com a mudança de turno por considerar que não irá resolver o problema. A empresa garante que desde 2008 vem tomando medidas, algumas sigilosas, para reduzir o número de trabalhadores assaltados e que a polícia tem detido criminosos flagrados em tentativa de assalto a carteiros.
(Diário do Pará)
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