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Procura continua baixa para a vacinação

Prorrogado justamente pela pouca procura em todo o Brasil, a Campanha Nacional de Vacinação continua gerando uma demanda tímida em algumas unidades de saúde de Belém. Iniciada no dia 22 de abril e estendida até o dia 23 de maio, a campanha tem como meta v

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Prorrogado justamente pela pouca procura em todo o Brasil, a Campanha Nacional de Vacinação continua gerando uma demanda tímida em algumas unidades de saúde de Belém. Iniciada no dia 22 de abril e estendida até o dia 23 de maio, a campanha tem como meta vacinar pelo menos 80% do público-alvo que, no Pará, é de 1,6 milhão de pessoas.

A aposentada Raimunda de Oliveira, de 80 anos, se surpreendeu com a tranquilidade no posto de saúde da Pedreira. “Eu estava um pouco preocupada com a fila, mas foi tranquilo. Eu trabalhei na área de saúde e sei que é importante vacinar”, reforçava, após ter tomado a vacina que imuniza contra três subtipos do vírus da gripe. “Eu vacinei direitinho todos os meus onze filhos, então eu também tenho que me vacinar”.

Acompanhante da mãe durante o procedimento, que não durou mais do que quinze minutos, o professor Alberto Paiva se sentiu aliviado após conseguir vaciná-la. Ela é integrante do público-alvo da campanha devido à idade. “Uma gripe em uma pessoa idosa é sempre mais perigosa do que em uma pessoa jovem, por isso não pode deixar de vacinar”, acredita. “Ela estava preocupada em enfrentar fila até porque é a última semana, mas ainda bem que foi tudo tranquilo”.

Com fila de espera para vacinação ainda por volta de 9h, a movimentação na Unidade Básica de Saúde do Marco era bem maior durante a manhã desta terça-feira (13). Ainda assim, para a técnica de enfermagem responsável pela sala de vacinação, Maria Rodrigues, a procura pela vacina deve se intensificar nos dois últimos dias do prazo. “Estamos com uma demanda boa hoje. Nesta segunda-feira, por exemplo, vacinamos apenas 150, “As pessoas acabam deixando para a última hora. Acredito que a demanda vai ser maior na quinta e na sexta mesmo”.

Por mais que tenha perdido o primeiro prazo para tomar a vacina, o vigia Sebastião Marques se adiantou assim que soube da prorrogação. Hipertenso, ele fez questão de tomar a vacina. “É a primeira vez que eu tomo essa vacina, mas eu resolvi vir logo tomar porque é importante a gente cuidar da gente”, destacou. “Eu vim cedinho pra não perder”.

Beneficiada também com a prorrogação do prazo, a administradora Michele Almeida se sentiu aliviada ao poder vacinar a filha Maely Almeira, de dois anos. “Ela estava com bronquite, então eu tive que esperar passar o período de tratamento para que ela pudesse vacinar”, contou. “Eu fiquei aliviada quanto prorrogaram, senão ela teria perdido a vacina. Eu achei que a fila fosse estar bem maior do que está por estar acabando o prazo, mas está dando para aguentar, sim”.

A vacina, que ajuda a reduzir os casos graves e mortes por síndromes respiratórias, é destinada a crianças com idade entre seis meses e menos de cinco anos, indivíduos com mais de 60 anos, profissionais da saúde, povos indígenas, grávidas, mães até 45 dias após o parto, presos e servidores do sistema prisional.

(Diário do Pará)

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