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Violência em Santa Bárbara assusta moradores

Há pouco mais de 5 anos, meu pai um pequeno e modesto agricultor de 83 anos que vive há quase 30 anos em um sítio de pouco mais de 50 hectares na região do Araci, município de Santa Bárbara, vem sofrendo perdas sucessivas em sua safra de açaí. A cada sema

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Há pouco mais de 5 anos, meu pai um pequeno e modesto agricultor de 83 anos que vive há quase 30 anos em um sítio de pouco mais de 50 hectares na região do Araci, município de Santa Bárbara, vem sofrendo perdas sucessivas em sua safra de açaí. A cada semana, às vésperas da colheita, é surpreendido com roubo de todos os frutos da plantação e, neste último fim de de semana, como um claro sinal de intimidação, teve parte dos cachos de suas touceiras com frutos ainda verdes decepada e destruída, talvez porque tenha flagrado semanas atrás, um desse roubos.

É sabido que toda aquela região tem altos índices de furtos e assaltos, já tendo meu pai e alguns de seus vizinhos sido vítima de marginais assaltantes por diversas vezes ao longo das estradas e ramais do Araci, que lhes roubam as aposentadorias ao início do mês.

Há cerca de um mês, após mais um desses furtos em sua plantação, foi feito um BO na delegacia do município e, apesar disso, nos pareceu que não houve qualquer movimento da polícia local para investigar esse crime recorrente. Antes dos roubos do açaí, que se tornaram quase programados, foram roubados TV HD 27”, botijão de gás e o extermínio de cães que faziam a guarda do sítio.

Essa situação precisa ser publicizada junto aos órgãos policiais responsáveis, chamando a atenção de quem faz a segurança daquela região. Meu pai e seus vizinhos são pessoas humildes que trabalham, pagam seus impostos, mas infelizmente não estão podendo contar com o mínimo, que é ter a polícia local comprometida em descobrir os autores desses atos ilícitos e recorrentes e, provavelmente, habitantes do entorno.

Diante do que tenho visto acontecer, temo pela vida de todos, já que nem conexão de celular há para poderem se comunicar, ficando todos sempre muito vulneráveis. Sei que essa vulnerabilidade é uma realidade da maior parte do nosso interior e de nossas cidades, mas acho que sempre vale a pena tentar provocar a proatividade da polícia na prevenção, em vez de apenas vê-la se fazer presente nos momentos das piores consequências da criminalidade.

(Joana Melo/Diário do Pará)

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