Desde o início do ano, o Ministério Público do Trabalho (MPT) vem requerendo explicações à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) acerca das medidas de proteção aos trabalhadores, adotadas após denúncias sobre insegurança, em dias de chuva, nas pistas de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Belém (Val-de-Cans).
Na última semana, o MPT acompanhou uma vistoria realizada pela Anac, com a presença da Infraero, em Val-de-Cans, a fim de verificar a eficácia do serviço de grooving (ranhuras no asfalto), feito recentemente com o objetivo de melhorar o escoamento de água na pista principal do aeroporto.
Após o envio, em fevereiro, de ofícios a Infraero e a Anac, o MPT realizou audiências, separadamente, com as instituições no mês de abril, quando também empreendeu fiscalização no Aeroporto Internacional de Belém, especialmente nas áreas de check-in, nas quais foram feitas algumas recomendações de adequação do meio ambiente de trabalho. Na última quinta-feira (8), além do check-in, também foram vistoriados os 440 metros da pista principal, onde foram realizados os serviços de grooving.
Na sexta (9), o MPT retornou ao aeroporto para a continuidade dos trabalhos. Na ocasião, ouviu o depoimento de um inspetor operacional da Anac, com experiência de mais de 20 mil horas de voo, acerca das peculiaridades das jornadas de trabalho dos tripulantes.
Caso seja mantida a interdição da pista principal de Val-de-Cans em dias de chuva, com interferência no trabalho dos aeronautas, o depoimento servirá para embasar possíveis medidas adotadas pelo Ministério Público.
(Diário do Pará)
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