O encontro dos tucanos se tornou urgente após as comemorações pelo aniversário do município de Parauapebas, neste sábado (10). Em palanque em frente à prefeitura da cidade, o prefeito Valmir Queiroz lançou a candidatura de Helenilson Pontes ao Senado. A presença de Jatene no local foi vista como uma espécie de aval e alertou Couto que passou a deixar clara sua decisão de ir para o confronto.
Para tratar do assunto, a reunião tucana foi marcada sem que o senador tivesse sido sequer avisado, segundo informaram fontes próximas a ele, o que aumentou a temperatura da crise. Mesmo sem convite, Couto surpreendeu a cúpula tucana na reunião. O clima pesou e houve momentos de tensão. Uma fonte que participou do encontro contou que, após desabafar, o senador irritado chegou a empurrar o governador que foi segurado por um segurança e retirado do local sem que uma posição sobre a disputa ao Senado fosse tomada. No PSD do vice-governador, contudo, já há uma certeza: Helenilson Pontes será candidato ao Senado com apoio de Jatene.
“A prioridade é reeleger o governador”, disse uma fonte do partido, afirmando que a base poderá ter pelo menos dois nomes na disputa sendo que Pontes seria o preferido. Um sinal dessa preferência é a suspensão de convênios feitos pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) com prefeituras. Órgão comandado por indicados por Couto, o Detran poderia ajudar a angariar apoios municipais para o senador. A suspensão atingiu convênios no valor de R$ 45 milhões para a infraestrutura de trânsito.
Em entrevista ao DIÁRIO, o senador Flexa Ribeiro negou que a reunião de segunda-feira tenha ocorrido sem o convite a Couto. Apesar dos relatos unânimes das fontes sobre o clima tenso, Flexa garantiu que a discussão “foi normal, parte do processo de definição”, mas confirmou a possibilidade de várias candidaturas na base aliada.
“O candidato do PSDB é o senador Mário Couto, mas não podemos interferir nas decisões internas de outros partidos e impedi-los de ter candidatos”, disse, afirmando que, nesse caso, o governador que disputa a reeleição teria o apoio “de todos os candidatos”. “Mas essa é uma decisão que só vamos tomar no dia 30 de junho”, garantiu referindo-se à data marcada para a convenção tucana.
(Diário do Pará)
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