Após três horas de julgamento popular, presidido pelo juiz Raimundo Moisés Alves Flexa, titular da 2ª Vara do Júri de Belém, os jurados votaram pela absolvição do vendedor Ulisses Freitas Machado, de 60 anos, e do psicultor Wanderley Alvino da Silva, de 47anos, conhecido como Galego. Eles respondiam por participação no homicídio do empresário Josélio Milhomem, de 30 anos, executado a tiros, centro urbano de Belém, em 2002.
Inicialmente, quatro pessoas foram denunciadas por participação no crime, entre elas o empresário Josiel Martins, então sogro da vítima. Ele foi denunciado como suposto mandante do crime. Pelo que apurou a polícia, a motivação teria sido uma desavença anterior entre os dois numa chácara no interior do Maranhão, tendo um atirado contra o outro. Os dois foram socorridos pelo pai de Josélio Milhomem, levados num avião até um hospital em São Luiz.
Após a instrução do processo o empresário Josiel Martins foi impronunciado pelo juízo da 2ª Vara a pedido da promotoria criminal. A denúncia foi aditivada pelo representante do Ministério Público para incluir mais dois que estariam também no restaurante, em Capanema, local onde supostamente teria ocorrido o planejamento do crime. Wanderley Alvino trabalhou para o empresário Josiel Martins e teriam vindo até Belém para participar da execução do crime.
Em 2008, o comerciante Augusto Soares do Nascimento foi sentenciado a 18 anos de reclusão. Enquanto João Batista de Araujo de Alcântara (João Galinha ou Cometa) teve a pena fixada em 22 anos, para cumprir em regime inicialmente fechado.
Na última sessão, estavam previstos 17 depoimentos de testemunhas comuns à acusação e a defesa, mas, apenas quatro compareceram. Uma delas e mais importante foi Zigomar Nogueira Teles, mecânico que consertou o capô do carro usado no crime. Ele não reconheceu os dois acusados como os que foram até sua oficina mecânica levar o carro para reparo. As outras duas testemunhas que compareceram (corretores que intermediaram compra e venda do carro usado no crime) também não reconheceram os dois em réus.
Nos interrogatórios, os acusados negaram qualquer participação e confirmaram que estiveram no restaurante em Capanema, município localizado na Região Nordeste do Estado, onde teria sido planejada a execução. Eles alegaram que costumavam almoçar no local. Wanderley disse que, à época do crime, já não trabalhava mais para o empresário Josiel Martins.
(DOL com informações do TJPA)
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