Sem falar em prazos ou data para começar, representantes do Governo do Estado presentes à sessão especial realizada ontem no auditório João Batista, da Assembleia Legislativa (AL) para discutir a situação da população afetada pela queda de parte da ponte sobre o rio Moju, na Alça Viária, informaram que a estrada dos Quilombolas que liga o município de Moju à parte trafegável do complexo de pontes receberá revestimento primário para suportar o tráfego de veículos pequenos enquanto ocorre a reconstrução do trecho danificado, cuja expectativa de entrega é para o último mês de 2014.
A queda da ponte ocorreu em março. Nos discursos dos parlamentares, foi frequente a defesa do asfaltamento dos 70km da PA 252, rodovia que liga os municípios de Moju e Acará, em meio ao discurso de que, mais do que apenas consertar o problema criado pela queda de um trecho da ponte, é preciso abrir mais vias de escoamento de pessoas e mercadorias.
“Não é só reparar o que houve, mas também aumentar a trafegabilidade, para movimentar o comércio e setores produtivos e em parceria com os municípios, vendo a quem cabe o quanto de responsabilidade, não é só jogar tudo para cima do Governo do Estado”, defendeu Eliel Faustino (SDD), propositor da sessão. Edmilson Rodrigues defendeu a isenção de pagamento de tarifa de transporte para estudantes prejudicados pelo problema, em parceria com grandes empresas atuantes na região.
Os secretários estaduais de Segurança Pública, Luiz Fernandes Rocha, e de Transportes, Eduardo Carneiro, participaram da reunião, assim como o presidente da casa, deputado Márcio Miranda (DEM), e os deputados Nilma Lima (PMDB), Alfredo Costa (PT), Edmilson Rodrigues (PSol), Raimundo Santos (PEN) e Eliel Faustino (SDD).
BALSAS
Além deles, representantes das prefeituras de Moju, Tailândia e outros municípios afetados estiveram na AL denunciando as dificuldades de quem voltou a depender de balsas e outros meios de transporte por conta da interrupção da via. Alguns relatos davam conta de que percursos antes feitos em minutos agora duram horas.
(Diário do Pará)
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