Cada uma das 10 varas judiciais de Marabá, no sudeste do Estado, tem em média 10 mil processos. Esse volume junto com a falta de servidores em quantidade suficiente para auxiliar os juízes faz com que alguns processos durem até oito anos para serem julgados apenas na primeira instância.
O problema maior está na 3ª Vara Cível, onde estão acumulados cerca de 13 mil processos. Quem sofre com isso é o cidadão que precisa de uma resposta célere da Justiça e não tem.
Para alguns advogados que militam nesta Comarca, Marabá deveria ter no mínimo 20 varas com igual número de juízes. Este é o pensamento do advogado Haroldo Silva Júnior, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção Marabá.
Por outro lado, o atual presidente da ordem em Marabá, Haroldo Gaia, disse que tem mantido contato com o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) e recebeu informação de que haverá concurso para juízes, mas existem outros problemas.
Haroldo Gaia observa que no último concurso, em que foram aprovados 40 juízes, mais da metade pediu exoneração depois da aprovação. Muitos desses aprovados eram de outras regiões do País e não se adaptaram ao Pará ou foram aprovados em concursos na região onde moravam. Com isso, o concurso acabou não contemplando as demandas das comarcas do interior.
Por e-mail, a Assessoria de Comunicação do TJPA confirmou que vai realizar concursos públicos para contratação de 60 juízes e 600 servidores, ambos com cadastro de reserva.
(DOL, com informações de Chagas Filho)
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