Há pouco menos de dois meses de completar dois anos de inauguração, o ponto turístico da orla de Belém é puro retrato do descaso e do abandono da administração pública. O vandalismo toma conta do Portal da Amazônia.
Ao longo dos quase 1,5 mil metros de área construída é possível perceber que, em vários pontos, a depredação do patrimônio público está em todos os lados. O primeiro sinal é o roubo de materiais que compõem a orla.
Já na entrada, para quem vem pelo lado do Arsenal de Marinha, a surpresa começa com a placa de inauguração que, desde a semana passada, foi retirada do local. Feita em aço inoxidável, material com valor comercial, só resta as barras de sustentação que também estão a ponto de sumirem.
Placa foi retirada na semana passada e barras estão sendo forçadas e podem ser roubadas (Foto: Kleberson Santos)
Outra placa, próxima a um dos quiosques, também foi furtada. As demais, quando não estão sujas e enferrujadas, estão com as letras sendo apagadas. Veja mais fotos da situação na Galeria de Imagens.
Um outro problema que deprecia o espaço são os bancos fixados à beira do rio; os encostos de madeira foram arrancados, total ou parcialmente.
A população só tem a lamentar o cenário, como é o caso do administrador de empresas Carlos Augusto Esteves. "Isso é um absurdo, é dinheiro público de todos. A população tem que se conscientizar é falta de educação, não pode destruir", desabafa.
Banco teve a madeira do encosto totalmente retirada (Foto: Kleberson Santos)
Além das placas e dos bancos, outro prejuízo é para quem procura as quadras poliesportivas para praticar um esporte. A tela de proteção, feita de arame de ferro, metal facilmente vendido em oficinas e sucatas, foi cortada e ganhou buracos.

Com menos de dois anos de existência, quadra "Paulo Henrique Ganso" está com as telas furadas
O DOL entrou em contato com a prefeitura de Belém e aguarda resposta sobre o trabalho de manutenção e fiscalização da depredação no local.
HISTÓRICO
A primeira etapa do Portal da Amazônia foi entregue em 30 de junho de 2012. O investimento custou cerca de R$ 100 milhões e teve verbas do município e governo federal. A segunda etapa que de acordo com o projeto se estenderá até a avenida Fernando Guilhon, no bairro do Jurunas, ainda não foi iniciada.
(Kleberson Santos/DOL)
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