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CPI apura exploração sexual

A CPI da Exploração Sexual realizou diligência nesta sexta-feira(16) no Pará com o objetivo de apurar denúncias de que meninas de até 12 anos seriam levadas para dentro de embarcações e abusadas sexualmente. Pela manhã, as deputadas federais Liliam Sá (PR

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A CPI da Exploração Sexual realizou diligência nesta sexta-feira(16) no Pará com o objetivo de apurar denúncias de que meninas de até 12 anos seriam levadas para dentro de embarcações e abusadas sexualmente. Pela manhã, as deputadas federais Liliam Sá (PROS-RJ), relatora da CPI, e Érika Kokay (PT-DF), presidente, participaram de uma audiência na sede da Ordem dos Advogados do Brasil em Belém. A desembargadora do Tribunal de Justiça do Pará, Odete Silva disse à CPI que, em 2011, havia, em Belém, 129 processos de crimes sexuais contra crianças e adolescentes; que em 2012 foram 159; em 2013, havia 195 e que, de janeiro a maio deste ano, já são 202.

Segundo ela, o Pará tem uma vara exclusiva para crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Apenas no Conselho do bairro de Marambaia, em Belém, foram registradas 318 denúncias de abuso sexual no ano passado.

A coordenadora do Programa Pro Paz do governo do Estado, Eugênia Araújo, informou que foram registrados 11 mil casos de abuso sexual de 2004 a 2012 no Pará. Apenas no ano passado, foram 1.749.

A delegada Simone Edoron, diretora de grupos vulneráveis da Polícia Civil do Pará, disse que há falta de pessoal nas delegacias e que elas não conseguem atender a demanda. Os laudos periciais demoram até 90 dias e o psicológico, de 2 a 8 meses. Segundo a delegada, a falta de pessoal tem dificultado a finalização dos inquéritos. “É um absurdo que crianças e adolescentes sejam abusadas sexualmente. Todo mundo sabe e ninguém faz nada. Mais uma vez, a falta de estrutura das delegacias e a demora dos laudos prejudicam a prisão dos culpados”, declarou a deputada Liliam Sá.

O deputado estadual Carlos Bordalo, por sua vez, denunciou que, na fronteira entre Oiapoque e Macapá, há uma boate onde os aliciadores vão escolher as melhores meninas para levar de barco para o Nordeste. A CPI ainda seguiria para a cidade de Breves, no Marajó, para ouvir mais depoimentos na Câmara de Vereadores do município. (Com informações de assessoria)

(Diário do Pará)

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