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Professores param pelo interior do Estado

Os professores de vários municípios do Estado do Pará estão com as suas atividades paralisadas. Os municípios de Abaetetuba, Ananindeua, Barcarena e Paragominas estão em greve. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (S

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Os professores de vários municípios do Estado do Pará estão com as suas atividades paralisadas. Os municípios de Abaetetuba, Ananindeua, Barcarena e Paragominas estão em greve. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp), os professores não conseguem uma linha de diálogo com os gestores municipais para um consenso entre as partes.

ANANINDEUA

Sem evoluções nas negociações da pauta da categoria junto à gestão de Manoel Pioneiro, na manhã desta segunda-feira (19), em Ananindeua, região metropolitana de Belém, os professores da rede municipal fizeram um ato público para protestar.

A concentração foi na praça 2 de Junho e seguiu em caminhada pela BR-316 em direção à prefeitura para se reunir novamente com o prefeito para tentar uma negociação. Os trabalhadores em educação de Ananindeua seguem em greve, conforme deliberado em assembleia realizada no fim de abril. A mobilização cresce nas escolas na segunda cidade mais populosa do Pará. “Estamos há onze dias em greve. Estamos buscando negociações com a prefeitura, que está se mostrando intransigente em relação às nossas reivindicações”, disse Alberto Andrade, coordenador geral do Sintepp em Ananindeua.Segundo Alberto, o sindicato segue buscando negociação como: reajuste salarial e do vale alimentação, gratificação de nível superior e reforma das escolas. “Esse governo não quer avançar as negociações.

Queremos uma posição do prefeito, um prazo em relação ao nosso concurso público, além das eleições diretas dos diretores das escolas municipais”, reclama.Após a tentativa de negociações, os trabalhadores em educação de Ananindeua ocuparam ontem a Câmara Municipal da cidade. Os professores tentaram negociar com o prefeito Pioneiro, porém o governo foi categórico em afirmar que as negociações com o Sintepp estão suspensas. Em Ananindeua não existe isonomia salarial e o governo diz que só discutirá a Gratificação de Nível Superior (GNS) a partir de 2015. Outras pautas como: reforma e ampliação das unidades escolares seguem sem respostas concretas.

A ocupação da CMA se estendeu até por volta 19h, quando os educadores conseguiram apoio dos vereadores para cobrar a retomada de negociações.

ABAETETUBA

Ainda na manhã desta segunda-feira (19), os educadores de Abaetetuba se uniram com profissionais da saúde e fizeram um ato público, na Praça de Conceição, no centro do município.

A categoria decidiu aderir à paralisação no último dia 15. Eles estão com as aulas suspensas por tempo indeterminado. Segundo os profissionais, as escolas estão decadentes.

Os educadores denunciam também a interdição da Escola Pedro Ferreira, que vem prejudicando a comunidade. Ainda conforme a categoria, a prefeita Francineti Carvalho (PSDB) acompanha a linha política já estabelecida por outros colegas tucanos e se recusa a negociar com o sindicato. Entre as pautas de reivindicações estão: reajuste salarial, hora atividade e gratificação de deslocamento; concurso público e melhores estruturas físicas nas escolas municipais.

BARCARENA

Em Barcarena, a greve já ultrapassa um mês e meio e os trabalhadores em educação do município vêm buscando soluções para o andamento da pauta da campanha deste ano. No último dia 15, a categoria ocupou a Secretaria de Educação para cobrar providencias do prefeito. Segundo a coordenação do sindicato no município, a categoria pretende permanecer no prédio até que o prefeito receba a comissão de negociação.

Em pauta, a categoria pede por reformas nas unidades escolares, melhoria na qualidade da merenda escolar, além do cumprimento imediato Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) unificado. Os trabalhadores, dizem que ainda vão permanecer em greve até a prefeitura atender as reivindicações. Em nota, a prefeitura de Barcarena comunica que já tentou negociar o fim da paralisação dos professores da rede municipal, em reuniões com a presença de representantes do Ministério Público, Associação de Pais e Conselheiros, mas até agora todas as tentativas foram frustradas. “Na semana passada, o grupo impediu o acesso à Secretaria de Educação e prejudicou o atendimento aos professores que deveriam ser contratados temporariamente. A contratação de temporários é uma determinação da Justiça”, afirma a nota.

A nota da prefeitura diz ainda que “o Sintepp trancou a Secretaria, impedindo que todos os servidores entrassem para trabalhar. Além disso, os sindicalistas informaram aos professores interessados na contratação temporária que o processo de contratação estaria suspenso, o que não procede”.Diante da situação, a prefeitura entrou na justiça pedindo imediata reintegração de posse do prédio, para dar continuidade à contração dos professores temporários e garantir a imediata volta às aulas. (com Denilson d’Almeida)

(Diário do Pará)

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