Sem conseguir coletar todas as provas sobre o caso, a Polícia Civil prorrogou por mais 30 dias o prazo para a conclusão do inquérito que investiga um acidente ocorrido no dia 27 de abril, no cruzamento das avenidas Alcindo Cacela e Conselheiro Furtado, em Belém, que vitimou duas pessoas, Cassyus Augusto Ramos e o mototaxista José de Souza Trindade, além de deixar ferida a advogada Darlene Pantoja.
Segundo o delegado José Maria, responsável pelo caso, o processo estava previsto para terminar nesta terça-feira (27), mas o adiamento foi pedido para que novas evidências fossem coletadas. “Pedi a prorrogação por que ainda faltam dois pontos principais, que são os depoimentos da equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) que atendeu a ocorrência e o laudo pericial realizado pelo IML (Instituto Médico Legal), este segundo uma peça fundamental da investigação”, afirmou.
“Os agentes do Samu já foram reiterados para comparecer à Seccional de São Brás, e acredito que ainda nessa semana devem prestar depoimento”, continuou o delegado. “Já no IML, o problema é muito trabalho para pouca gente, o que está causando a demora para a entrega do laudo. Mas também já reiterei a importância do documento e pedi agilidade no caso”.

Segundo o Delegado, o laudo do IML sobre o acidente será crucial para a conclusão da investigação. (Foto: Bruna Dias/DOL)
Ainda segundo o Delegado, esses são os únicos pontos que não permitem a conclusão da investigação. “Assim que o laudo estiver em minhas mãos, acredito que o inquérito deva estar pronto em até cinco dias”.
Diversas pessoas já foram ouvidas durante a apuração do caso, incluindo testemunhas oculares, familiares das vítimas, a primeira pessoa a prestar socorro no local e a própria Darlene, considerada até o momento como o principal depoimento do caso. Durante a fala dela, a advogada negou que tivesse ingerido bebida alcoólica na noite do acidente, e afirmou que as garrafas encontradas no carro dela poderiam ter sido implantadas no veículo.
Os familiares das vítimas que faleceram na colisão já realizaram diversos protestos contra a demora para a conclusão do inquérito, além de afirmar que a advogada estaria sendo favorecida na investigação.
(Gustavo Dutra/DOL)
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