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Ambulantes terão que deixar a João Alfredo

A Secretaria Municipal de Economia (Secon), anunciou, no último dia 19, que cerca de 400 ambulantes deverão deixar a João Alfredo, no comércio de Belém, até o dia 24 de junho. Decisão foi anunciada durante reunião entre a Secon e ambulantes. “Já estamos

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A Secretaria Municipal de Economia (Secon), anunciou, no último dia 19, que cerca de 400 ambulantes deverão deixar a João Alfredo, no comércio de Belém, até o dia 24 de junho. Decisão foi anunciada durante reunião entre a Secon e ambulantes.

“Já estamos há algum tempo em negociação com os ambulantes e essa foi a data limite para eles irem para o novo prédio”, afirma o titular da Secon, Marco Aurélio Lima do Nascimento. Ainda segundo ele, 139 trabalhadores ficarão no Shopping Popular, que também está localizado na João Alfredo, e os demais ambulantes serão remanejados para as vias transversais.

Os trabalhadores, entretanto, dizem que se a remoção ocorrer irão protestar “fechando” o comércio. “Há muitos anos trabalhamos aqui. A João Alfredo é o lugar aonde todos que vêm no comércio, já estão acostumados com os ambulantes. Ainda não tem nada resolvido, nós estamos em negociação. Se a Secon tentar nos tirar daqui, vamos até o prefeito negociar”, disse Osmar Campos, diretor da Associação dos Ambulantes do Centro de Belém.

RECLAMAÇÃO

Segundo Campos, a remoção dos ambulantes vai trazer prejuízos aos trabalhadores. “Se eles colocassem todos em um só prédio, seria bom, mas eles querem colocar uns na galeria e os outros nas transversais. Quem ficar na rua vai se beneficiar, pois vão vender mais que os outros. Estamos em época de copa e quadra junina, é um dos períodos que mais vendemos no ano. Só até a Frutuoso Guimarães são 278 ambulantes”, lamentou.

A costureira Rosa Alves disse frequentar o comércio de Belém há mais de 25 anos, e não concorda com a ação. “Todos querem e têm o direito de trabalhar. Quem vem aqui já se acostumou com os vendedores nas ruas. Isso não é shopping, é comércio. Venho aqui desde o meu tempo de menina comprar material de costura e já sei onde e como achar”.

Segundo a Secon, os comerciantes que ficarão alocados no Shopping Popular, terão que pagar um valor mensal de R$ 750 para custear serviços de água, energia elétrica e segurança.

(Diário do Pará)

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