Sem novamente conseguir negociar com a prefeitura, os professores da rede municipal de ensino de Belém deixaram o Palácio Antônio Lemos na manhã desta quarta-feira (28), onde realizaram uma manifestação, e seguiram para a frete do Ministério Público Estadual (MPE), onde realizam novo ato público, dessa vez para pedir apoio do órgão no caso.
Os trabalhadores, que estão em greve desde a segunda-feira (26), estão concentrados na frente do órgão, onde uma comissão está sendo recebida pela promotora Graça Cunha. Eles solicitam que MPE tente intermediar uma negociação entre os professores e os grevistas.
“Na segunda-feira tentamos uma negociação, mas não tinha ninguém na prefeitura para nos receber, como de costume. Marcamos para hoje novamente, mas a prefeitura continuou com a postura autoritária e fomos informados que eles só irão negociar conosco se a greve terminar, o que não deve acontecer”, afirmou Alberto Andrade, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp). “Por isso, decidimos pedir ajuda do MPE, para tentar promover essa negociação”.
Alberto também comentou sobre o recurso que o Sintepp entrou contra a decisão da desembargadora Célia Pinheiro, que considerou a greve abusiva. “Estamos tranquilos, pois a decisão dela não tem nenhuma coerência. Além de considerar a greve abusiva antes mesmo dela ter começado, ela justificou a decisão por que os alunos seriam prejudicados no Enem, sendo que a rede municipal possui somente escolas de nível fundamental”, afirmou. “Isso inclusive irá refletir contra a decisão da prefeitura de cortar o ponto dos grevistas. Estamos certos de que vamos ganhar esse recurso”.
(Gustavo Dutra/DOL)
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