A subida do nível do rio Tapajós, na vila balneária de Alter do Chão, em Santarém, Oeste do Pará, está prejudicando a economia local. O rio cobriu as barracas da ilha do Amor e invadiu a estrutura da orla.
O piloto de lancha Romário Castro trabalha há mais de sete anos com passeios ecológicos, e diz que esse ano está sendo difícil devido o fraco movimento de passageiros. “O movimento de turistas nesse período do ano é bem fraco. Todos nós sabemos que são seis meses de rio cheio. Mesmo assim, nós aguardamos alguns que aparecem, principalmente da Europa”, informou o piloto. Segundo Romário, Alter com o nível do rio elevado tem suas belezas, que encantam os turistas.
Há 12 anos trabalhando na barraca de vendas de doces na praça, a vendedora Dina Corrêa, conta que já é perceptível a queda no movimento. “Já estamos acostumados nesse período. Sabemos que o ganho é pouco”, confirma a vendedora. Dina afirma que apesar da baixa temporada, ela sempre está na barraca à espera dos clientes, é com esse trabalho que consegue algum dinheiro para ajudar na despesa de casa. “Seja na cheia ou na seca, os produtos que vendo são bem valorizados, por isso que há alguma procura”, explicou.
A vila de Alter do Chão também é conhecida pelas diversidades de doces que são feitos com frutos da região. Alguns são levados para o exterior. Porém, nessa época do ano, as vendas reduzem. A doceira Rosa Castelo sabe das dificuldades que vive nesse período do ano. “Mesmo com a queda nas vendas, eu não deixo de fazer, por que aparece cliente para comprar. Não posso parar”, afirmou a doceira ao explicar que a produção nessa época é mais baixa devido a pouca procura.
O setor hoteleiro sente bastante na baixa temporada, quem confirma é o empresário, Ronaldo Zanpietro. “É como dizemos: rio cheio e hotel vazio. Naturalmente isso complica por que o custo não diminui na proporção em que diminui a ocupação, causando um grande impacto na economia”, lamentou Ronaldo.
(DOL com informações de Adriana Pessoa/ RBATV Santarém)
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