O promotor de Justiça Militar Armando Brasil Teixeira abriu procedimento investigatório criminal (PIC) para apurar denúncia de suposto esquema de venda de produtos militares por parte de empresas privadas no interior do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) da Polícia Militar do Pará.
O procedimento foi protocolado na terça-feira (27) e, de acordo com o promotor, alguns membros do CFAP relataram a existência de um esquema de vendas de produtos militares de fardamento e de proteção individual – similar a um cartel – por ordem de algumas empresas privadas no interior do quartel do centro. Os praças denunciam ainda o funcionamento de uma lanchonete administrada pelo motorista do tenente Sadala Nagib, durante a gestão como comandante do centro de formação.
O MP intimou os representantes das empresas mencionadas nas denúncias para que prestem depoimento.
ASSÉDIO
Esta não é a primeira denúncia que o Ministério Público investiga no CFAP. Em fevereiro, o promotor Armando Brasil instaurou também um procedimento investigatório criminal para apurar a acusação de assédio moral e sexual por parte do comandante do CFAP, tenente Sadala Nagib, e pelo Diretor de Ensino da PM, coronel Arthur Moraes.
O DOL solicitou nota para a Polícia Militar e aguarda retorno.
(DOL com informações do MPE)
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