Servidores e usuários dos serviços Unidade de Referência Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitárias Especiais (Uredipe) uniram forças e fizeram, na manhã desta quarta-feira(28) uma manifestação em frente à unidade no bairro do Telégrafo. A Uredipe é a referência no Estado para combate ao vírus HIV e tratamento da Aids. Entre suas atribuições está a distribuição dos medicamentos que compõem os chamados coquetéis antirretrovirais.
Os usuários reclamam que há vários dias têm recebido respostas negativas ao buscarem a medicação na unidade. Entre os remédios que faltam está a Lamivudina, importante no tratamento inicial da Aids. Outro item essencial, o Kaletra, ainda não está totalmente em falta, mas a distribuição foi fracionada, o que dificulta a vida dos pacientes do interior que costumam vir a Belém uma vez a cada dois meses para receber a dose indicada.
Com a manifestação desta quarta-feira(28), os usuários esperam chamar a atenção do Ministério Público Estadual para que este pressione o governo para garantir a retomada da distribuição dos medicamentos com urgência, além de evitar futuras falhas. “Esses são remédios que não podem faltar. Se ficarmos dias sem tomar, o vírus pode ganhar resistência e ai será necessário mudar todo o esquema de tratamento”, explica o usuário Hugo Soares que participou da manifestação em frente à unidade.
Os serviços ficaram paralisados entre 9 e 11 horas da manhã. O protesto reuniu cerca de 30 pessoas e teve ajuda dos servidores que reivindicam o pagamento da Gratificação de Desempenho Institucional (GDI) em atraso, em casos, a partir de abril. O grupo não descarta outras manifestações e até uma denúncia contra o governo do Pará ao Ministério Público.
Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) informou que ainda na tarde de ontem a direção da Uredipe pediria à Unihealth, empresa de logística hospitalar, o transporte dos referidos medicamentos de Marituba a Belém, o que poderia solucionar o problema ainda na quarta-feira(28).
Sobre o pagamento da gratificação, a Sespa alegou que o atraso se deu porque “as planilhas da maior parte das Unidades de Saúde vinculadas à Secretaria foram enviadas fora do prazo estabelecido pela Secretaria de Estado de Administração (Sead)”, o que contribuiu para o atraso. O Departamento de Recursos Humanos da Sespa prometeu que os valores serão depositados no decorrer do mês de junho.
(Diário do Pará)
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