Tristeza e revolta marcaram o velório de Arlete Gomes dos Santos, 64 anos, na tarde desta quinta-feira(29), em um cemitério no bairro do Tapanã. Parentes da idosa acusam o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de negligência. A idosa deu entrada no hospital na manhã do último sábado, após cair e ter batido a cabeça ao descer do ônibus da empresa Nova Marambaia.
Segundo a família, a vítima foi atendida pelo Samu e encaminhada ao Metropolitano, que liberou Arlete com a afirmação de que, após ter feito os exames médicos nada de grave teria acontecido. A família nega o argumento, pois nenhum documento que comprova a realização desses exames teria sido apresentado pelo hospital. “Eles disseram que fizeram exames, inclusive o raio-X, mas não entregaram nada para ela. O hospital disse que ela poderia ir embora tranquila, pois a situação era simples”, disse Candido Junior, filho da idosa.
Segundo os familiares, a situação piorou uns dias após o acidente, quando Arlete começou a sentir fortes dores na cabeça. Segundo os familiares, ao chamar uma ambulância do Samu de Ananindeua, os profissionais disseram que não seria possível levar a senhora para a Unidade Pronto Atendimento (UPA) da Cidade Nova, devido a falta de médicos.
Na última terça-feira o quadro clínico de Arlete se agravou, o que fez com que os filhos levassem o médico do posto de saúde do Una, em Ananindeua, até a casa da vítima que, ao notar a gravidade da situação a encaminhou de volta ao Metropolitano. No entanto, nada mais pôde ser feito.
A causa da morte, segundo a família, foi traumatismo craniano, revelada pela necropsia do Instituto Médico Legal (IML), situação que, segundo a família, poderia ter sido detectada 24h após o baque na cabeça, o que para a família indica a negligência do Metropolitano. “Os médicos do IML disseram que minha mãe teve traumatismo craniano e que o Metropolitano não descobriu porque logo liberaram ela. Era pra direção interná-la e passar essas 24h para fazer esses exames para poder diagnosticar e cuidar dela”.
Em nota, o Metropolitano informou que na primeira internação, Arlete apresentava um quadro de politraumatismo. “A paciente estava orientada e consciente, tendo relatado à equipe médica que não sofreu desmaio”, diz a nota acrecentando que a paciente realizou exames cujo resultados não apresentaram “nenhuma intercorrência ou qualquer tipo de fratura ou lesão a ser tratada em ambiente hospitalar. Arlete recebeu alta às 17h19.
Ainda segundo a nota, Arlete deu entrada novamente no hospital na quarta-feira, com um quadro grave de insuficiência respiratória e que, a princípio, a entrada da paciente não tem relação com o atendimento que fora realizado no sábado. “Os exames diagnosticaram insuficiência renal aguda” e ela foi encaminhada para a UTI. No final da tarde de anteonrem Arlete não resistiu a uma parada cardiorrespiratória e morreu.
(Diário do Pará)
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