Durante a visita do grupo de trabalho, vários familiares estavam na porta da instituição e fizeram denúncias contra a estrutura e a direção do centro de recuperação. Gorgete Montoril, esposa de um detento cumpre pena no local há um ano e meio, estava revoltada com a situação caótica que ela encontra toda semana nas visitas ao marido. “A comida aqui é horrível. Vemos todos os tipos de sujeira nas celas e na praça. Têm ratos, abelhas, moscas, além de feder muito”.
Ainda de acordo com a esposa do detento, há muitos internos doentes no local, que não recebem medicamentos e não são levados aos hospitais. “Tem um rapaz que pegou leptospirose. Ele está definhando na enfermaria, todos sabem, mas ninguém faz nada. Teve a campanha da vacina contra a gripe, que era pra eles tomarem, mas não tomaram. Além disso, a água não presta para beber, e quando trazemos para os nossos familiares os funcionários não entregam”, revelou.
A visita intima também é outra reclamação das esposas dos detentos. “Existem muitos colchões que não foram usados do lado de fora da cadeia, eles não dão nem para as camas dos quartos de visitas íntimas. Não tem água nos banheiros, e fede muito. Está certo que nossos companheiros estão cumprindo pena por terem feito coisas erradas, mas eles são gente, e aqui são tratados como bichos”, disse a dona de casa que preferiu não se identificar.
(Diário do Pará)
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