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Famílias protestam contra perseguição a militares

Com o auxílio de faixas e panelas, um grupo de mulheres e familiares de praças da Polícia Militar fez um ato de protesto, na manhã desta sexta-feira(30), em frente à Secretaria de Segurança Pública do Estado (Segup). Preocupadas com as perseguições que, s

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Com o auxílio de faixas e panelas, um grupo de mulheres e familiares de praças da Polícia Militar fez um ato de protesto, na manhã desta sexta-feira(30), em frente à Secretaria de Segurança Pública do Estado (Segup). Preocupadas com as perseguições que, segundo elas, vêm acontecendo contra os militares que paralisaram as atividades em abril deste ano, o grupo cobrou atenção do Governo do Estado para as situações enfrentadas pelos policiais em trabalho todos os dias.

Presidente da Associação de Esposas e Familiares de Praças da Polícia Militar do Pará, Gardênia Teixeira afirma que as perseguições aos praças que participaram da paralisação estão acontecendo em vários batalhões do Estado. “Tomamos à frente devido a perseguição militar que está acontecendo dentro dos batalhões. Como somos civis, ninguém vai poder nos perseguir”, afirma.

“Essa perseguição vem acontecendo em todos os batalhões em forma de ameaças de prisão, transferências... Marabá é um dos municípios onde mais tem acontecido perseguições e, por isso, tivemos que tomar a frente. Nós que vamos comandar a partir de agora”.

Sem esquecer de citar a morte recente do cabo Milton do Socorro Lobato Maués, vítima de um baleamento no bairro do Icuí Guajará, as mulheres foram firmes em garantir que continuarão com as mobilizações caso o Governo do Estado não sente para ouvir a categoria.

ANISTIA

“Estamos cansados de servir de marionete para eles porque marcam uma reunião e não aparecem, remarcam e não aparecem... Não atenderam nada do que prometeram, não assinaram a anistia dos que participaram da mobilização, nada evoluiu. Se não sentarem para conversar com a categoria, vamos começar a fechar os batalhões, vamos ficar na porta e não vamos deixar nenhum praça sair””, reforçou Gardênia.

“Além do salário, nós queremos melhores condições de trabalho, ontem (anteontem) mesmo tivemos a perca de um policial que não resistiu e morreu. Eu sou mãe de praça, então também estou envolvida nisso tudo. Tem batalhão aí que não tem nem banheiro decente para os praças usarem”.

Na expectativa de que o bater de panelas pudesse chamar a atenção do governo, a aposentada Ozana Gomes Penas, de 67 anos, sabe bem a preocupação vivenciada diariamente pelos familiares de policiais.

“Tenho genro oficial e dois netos praças e todo dia eu fico com o coração na mão com medo de eles não voltarem pra casa”, explica, ao tentar descrever o que sente quando vê que as reivindicações dos policiais não são atendidas. “Eu me sinto humilhada porque eles arriscam a vida todo dia, merecem mais. Tenho 67 anos, estou nessa batalha e vou até o fim”.

À espera na frente da Segup também estava, na manhã de ontem, o presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros Militares do Pará, Francisco Xavier. “Estamos esperando porque disseram que ia acontecer uma reunião às 10h, mas já remarcaram pra 15h. Queríamos discutir a questão da isonomia pro aumento do salário dos oficiais ser estendido para os praças e a questão do auxílio alimentação”, adiantou.

“O Comando dos Bombeiros já assinou a anistia para que ninguém sofra punição em decorrência da mobilização que fizemos e a PM ainda não assinou”.

(Diário do Pará)

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