Os familiares e vítimas do acidente provocado por Patrícia de Nazaré Reis Segtowich, na avenida Augusto Montenegro, vão à Justiça pedir indenização pelos danos morais e materiais provocados pela tragédia, que aconteceu no último dia 19, em frente à sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Quatro pessoas morreram e outras seis ficaram feridas, duas delas ainda estão internadas no Hospital Metropolitano. Ontem, eles se reuniram para debater como será feito o processo judicial. De acordo com a advogada do grupo, Fabiana Araújo, a ação será movida nos próximos dias. A polícia ainda investiga o caso. Patrícia, que é diabética, alegou ter sentido um mal estar enquanto dirigia naquela ocasião.
Com lágrimas nos olhos, a dona de casa Marlene Mota, 51, não consegue apagar da memória as lembranças do filho, Dionathan da Silva Mota. Ele foi a quarta vítima fatal do atropelamento. “Era meu único filho. Não desejo o mal de ninguém, mas peço que seja feito Justiça”, desabafa Marlene. “Até agora não recebi nenhuma resposta da Polícia e nem fui procurada pela pessoa que provocou o acidente”, lamenta.
Ferido nas pernas e tomando diversos medicamentos, o vendedor ambulante Francisco Borges ainda não pôde voltar ao trabalho porque teve o seu carrinho de lanche destruído pela colisão do carro. “Eu fui prejudicado fisicamente e materialmente porque o carro de lanche era a minha principal ferramenta de trabalho”, disse Borges, que é marido de outra vítima do acidente, Dalvina Brito.
(Diário do Pará)
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