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Moradores interditam ponte em Bragança

Moradores das comunidades do Engenho, Rio Grande, Tacuandeua e Caratateua fecharam a BR 308, na ponte do Sapucaia, em Bragança, em protesto contra o efeito gerado pela construção de residências do programa Minha Casa Minha Vida, na referida rodovia federa

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Moradores das comunidades do Engenho, Rio Grande, Tacuandeua e Caratateua fecharam a BR 308, na ponte do Sapucaia, em Bragança, em protesto contra o efeito gerado pela construção de residências do programa Minha Casa Minha Vida, na referida rodovia federal. Um igarapé que era freqüentado pela população foi poluído desde dezembro, quando foram iniciadas as obras do projeto.

A manifestação teve início às 7h da manhã desta quarta-feira (04), quando começou o acúmulo de veículo próximo à ponte do Sapucaia, onde os representantes da comunidade queimaram pneus, impedindo a passagem de quem ia e vinha, exceto ambulâncias e casos de grande emergência. A moradora do Engenho, Márcia Athayde, representante dos manifestantes falou sobre as dificuldades que os usuários do igarapé estão enfrentando. “O igarapé que está sem condições de ser utilizado atendia a centenas de famílias, tanto no Engenho, como no Rio Grande, em Tacuandeua e em Caratateua. O que queremos é uma providência para evitar que esse efeito não seja uma situação irreversível, que a partir de então passemos a ter o rio que servia a tanta gente em condições impraticáveis para o banho, para a lavagem de roupa, como foi ao longo de toda a existência dessas comunidades”, argumentou.

A situação foi contornada com a chegada do secretário municipal de Meio Ambiente (Sema), Luis Eustórgio Pinheiro Borges, ao local da manifestação, onde o representante da Prefeitura Municipal de Bragança (PMB) reuniu com os líderes do movimento e explicou acerca do Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre a Sema, a empresa de engenharia e hotéis Guajará Ltda e o Ministério Público, através do promotor de justiça Danilo Pompeu Collares. O termo garante à empresa executora da obra o prazo de 60 dias, a partir de 30 de abril, para que administre consequências de áreas afetadas pela construção.

Diante do exposto pelo secretário, a manifestação foi encerrada com o desbloqueio da BR 308, após ter sido agendada uma reunião entre as partes para sexta-feira, 06, às 9h, na Câmara Municipal de Bragança, onde o diálogo contará ainda com a participação de representante do Ministério Público.

(DOL com informações de José Clemente Schwartz/ Bragança)

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