A principal função da abelha é fecundar as flores. Mas, pensando nos impactos ambientais que o desparecimento desta espécie pode causar, a Vale e o Centro de Desenvolvimento Científico da Austrália estão desenvolvendo pesquisa inédita no Pará. Durante três meses, o comportamento de cerca de 400 abelhas africanizadas está sendo analisado através de um microssensor, instalado no tórax dos insetos. A experiência está sendo realizada em um Condomínio Agroindustrial, no município de Santa Bárbara, em um apiário experimental, onde estão sendo inseridos microchips nas abelhas, para saber o que exatamente ocorre para a redução delas no ecossistema.
De acordo com Paulo de Souza, professor do Instituto Tecnológico Vale (ITV), em Belém, o problema não é tão grave como nos Estados Unidos. “Temos vários fatores que levam a essa redução, entre eles estão a contaminação, o uso de certos tipos de defensivos agrícolas e até mesmo a emissão de rádio frequência, transmitida pelas redes de telefonia”, apontou.
Para a Vale, a pesquisa pode auxiliar o monitoramento ambiental em áreas de operação e definição de ações preventivas diante de mudanças climáticas. A intensão do estudo na Amazônia é observar em que medida essas mudanças, principalmente a alteração do regime de chuvas, afeta o comportamento das abelhas. Segundo o presidente da Associação Paraense dos Apicultores do Pará (Apic), a produção de mel no Estado é de 100 toneladas anuais. O Pará está na 14º posição na produção nacional, e é o primeiro da Amazônia.
(Diário do Pará)
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