O promotor de Justiça Militar, Armando Brasil, ofereceu nesta quinta-feira (05) ao Ministério Público Estadual, denúncia contra 41 praças da Polícia Militar envolvidos na paralisação que durou pouco mais de uma semana ocorrida em abril passado, motivada pela não isonomia de reajuste salarial entre a categoria base da corporação e oficiais.
O denunciante afirma que a abertura de processos é cabível aos atos cometidos pelos servidores, que fecharam a rodovia BR-316 e ficaram aquartelados por dias, e que o julgamento acontece ainda este ano.
CONDUTAS
As denúncias envolvem as seguintes condutas: motim, revolta, organização de grupo para a prática de violência, omissão de lealdade militar, conspiração, aliciamento para motim ou revolta, incitamento, recusa de obediência e reunião ilícita. “Serão ouvidas testemunhas de acusação, de defesa, bem como os próprios acusados. Ao que tudo indica, a expulsão desses policiais é praticamente certa”, afirma Brasil. “Outras denúncias devem ser oferecidas nos próximos dias, à medida em que forem chegando processos de outros municípios que também aderiram ao movimento, como Castanhal, Marabá, Santarém e Tucuruí”, afirma.
“Essa lista encaminhada ontem (anteontem) envolve mais os policiais do 6º Batalhão da PM, em Ananindeua, que encabeçaram o movimento”, detalha.
O presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros Militares do Estado do Pará (ACSPMBM), cabo Francisco Xavier, está entre os 41 nomes entregues ao Ministério Público, mas até ontem à noite ele ainda não sabia do ocorrido e afirmou que a entidade se reunirá com os advogados para discutir a situação e definir um posicionamento a partir do momento em que a abertura dos processos constar no boletim interno da corporação.
(Diário do Pará)
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