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Bancários do Pará se sentem ameaçados

Obrigados a conviver com a segurança precária nos próprios locais de trabalho, Rosalina afirma que os bancários estão cada vez mais temerosos. “O que antes era muito comum no interior está migrando para Belém e o funcionário é quem fica mais vulneráve

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Obrigados a conviver com a segurança precária nos próprios locais de trabalho, Rosalina afirma que os bancários estão cada vez mais temerosos. “O que antes era muito comum no interior está migrando para Belém e o funcionário é quem fica mais vulnerável. Cada bancário se sente ameaçado. A cada notícia, cada caso, eles ficam mais temerosos”, afirma. “É preciso que também tenhamos uma segurança pública mais eficaz. Há casos que nunca tiveram solução, que não se viu sequer as pessoas serem presas. Quando isso acontece, essas quadrilhas voltam a atuar, estudando a rotina do banco, estudando a rotina do trabalhador para agir”.

Segundo o delegado da Divisão de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil do Estado do Pará (DRCO), Ivanildo Santos, a polícia tem conseguido êxito na repressão a esse tipo de crime. “Esse tipo de crime é um dos que temos mais eficiência na repressão

Recentemente um dos líderes dessas quadrilhas foi prezo em Fortaleza. Mas o resto dos integrantes da quadrilha dele continua agindo”, destaca, ao revelar novidades sobre a investigação da quadrilha que assaltou o PAB do Banpará na última quarta-feira.

SISTEMA FRÁGIL

“Temos praticamente todos os integrantes identificados”. Assim como a percepção do Sindicato dos Bancários, o delegado destaca a fragilidade do sistema de segurança das próprias agências bancárias. “Temos dois tipos de ocorrências relacionadas às agências bancárias: o assalto comum e o ‘sapatinho’. O assalto em si é mais raro, em Belém principalmente. O que está ocorrendo, de forma pontual, é a sequência de assaltos da modalidade ‘sapatinho’”, afirma.

“Esse tipo de crime só dá certo porque o bancário, ou o gerente ou o tesoureiro, fica com a chave e a senha do cofre. Se mudassem essa forma de acesso, a ocorrência diminuiria.

(Diário do Pará)

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