A Polícia Civil divulgou nesta terça-feira (10) os resultados da operação denominada de “Novo Oeste”, desencadeada na última semana pela Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) de Redenção, com apoio do Grupo Tático Operacional da PM de Marabá, na área da Fazenda Divino Pai Eterno, a 200 quilômetros de São Félix do Xingu, sul do Pará.
Os policiais deram cumprimento a um mandado de busca e apreensão no local, onde sete armas de fogo foram apreendidas.
A polícia percorreu a área da fazenda, que vive em constante conflito fundiário, pela disputa da posse da terra. Em abril deste ano, diversos crimes ocorreram no interior da área, como tentativas de homicídio, associação criminosa e dano.
Atualmente, o local está ocupado por trabalhadores rurais sem terra. Devido aos crimes, a Deca solicitou ao Fórum Judiciário de São Félix do Xingu o mandado de busca e apreensão para o local. Durante as buscas, foram apreendidas cinco armas de fogo, dentre elas uma carabina calibre 38, uma escopeta calibre 12 e um revólver calibre 38.
Na ocasião, o gerente da fazenda, José Coelho dos Santos, foi autuado em flagrante por delito, e conduzido para a Delegacia de São Felix do Xingu, onde permanece preso à disposição da Justiça. Ainda durante a operação, foi preso, em cumprimento a um mandado de prisão temporária, sob acusação de tentativa de homicídio, o trabalhador rural sem terra conhecido como “Cabral”. Ele está preso provisoriamente na Delegacia de São Felix do Xingu.
Os policiais civis realizaram mais buscas na área da fazenda, onde apreenderam mais duas armas de fogo, uma delas de calibre 20 e a outra de fabricação caseira. As armas estavam abandonadas na estrada de acesso ao acampamento Novo Oeste. “Elas foram abandonadas por duas pessoas que, ao perceberem a aproximação dos veículos da polícia, empreenderam fuga pelo interior da mata”, detalha o delegado.
A atuação da Delegacia de Conflitos Agrários de Redenção atende diretrizes estabelecidas pela Diretoria de Polícia do Interior da Polícia Civil, para combater a violência no campo de maneira ostensiva e repressiva e evitar, assim, ocorrências de outros crimes fundiários e que os casos fiquem impunes. Segundo o chefe de operações da Deca, investigador José Gonçalves Dias, a atuação da Delegacia conseguiu, a cada ano, diminuir a violência nas zonas rurais da região Sul do Pará.
(DOL, com informações da Agência Pará)
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