Após 83 dias de greve, servidores da Universidade Federal do Pará (UFPA), bloquearam o portão três da instituição, na manhã desta terça-feira (10). Pneus foram queimados na avenida Perimetral e uma faixa preta foi colocada na entrada da universidade.
O ato cobrava uma posição do governo federal com relação às pautas de reivindicações. Além de melhores condições de trabalho, os servidores pedem por ajuste de carreira.
“Pedimos o nosso ajuste de carreira, pois estamos há vários anos sem ele. Na greve de 2012 foi assinado um termo de acordo com o governo, além de 15% de reajuste parcelado em três vezes e pedimos para que os 5% de 2015 sejam antecipados”, afirma Marco Soares, coordenador geral do movimento.
A greve vem dividindo opiniões entre os estudantes. O aluno de Direto Fernando Grama, 18 anos, diz que serviços como os da biblioteca e do atendimento a sala dos professores têm sido prejudicados, além do atraso do calendário escolar. “No dia 25 de abril fui ao Ministério Publico denunciar o abuso da greve. Reivindicar é legítimo de todas as classes, mas a educação é um serviço básico e, por isso, o ato não deve ser estendido”.
Para o estudante de Ciências Sociais Donavan de Souza, os servidores têm direito de lutar por melhorias salariais e de condições dignas de trabalho. “Todos nós temos o direito de lutar por nossas causas. Eles não estão pensando só neles, mas também nos alunos e na falta de estrutura das instituições de ensino. Temos sérios problemas estruturais e, por isso, temos que apoiá-los”, argumentou.
SINDICATO
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes), a orientação do comando de greve é radicalizar as ações para que as demandas da categoria sejam atendidas. O sindicato informou ainda que servidores da Fadesp, que estão em campanha salarial, adeririam às manifestações de ontem junto aos servidores federais. A assessoria de comunicação da UFPA afirmou que não pode se manisfestar.
(Diário do Pará)
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