Os servidores municipais de educação e da Fundação Papa João XXIII (Funpapa) devem realizar, hoje à tarde, uma assembleia geral para definir os próximos passos do movimento grevista.
Nesta terça-feira (10), os trabalhadores realizaram uma manifestação em frente a sede da Prefeitura de Belém na tentativa de negociar com o prefeito Zenaldo Coutinho, que não os atendeu pois, segundo a assessoria de imprensa, estaria em um compromisso. Segundo a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp), Mônica Werton, a pauta da assembleia será a radicalização do movimento.
Tomé Santa Brígida, presidente da Associação dos Funcionários da Funpapa (Asfunpapa), lembra que os servidores da fundação estão em greve desde o dia três de junho. “Nós chegamos a uma situação insustentável. Nossa estrutura está precária, falta material, o prédio está sucateado, nós não temos a menor condição de continuar trabalhando nessas condições”.
Segundo o presidente da Asfunpapa, uma das principais reivindicações é a elevação do ticket alimentação de R$ 220 para R$ 500.
SEM DIÁLOGO
Em greve desde o dia 26 de maio, os professores ligados ao município vêm tentando, sem sucesso, abrir um canal de diálogo com a gestão municipal. Os educadores ligados à Secretaria Municipal de Educação (Semec) conseguiram na última quarta-feira (4) decisão favorável da Justiça garantindo a legalidade do movimento.
As reivindicações dos servidores municipais incluem a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração unificado, reajuste do vale-alimentação e adicional de insalubridade para pessoal de apoio.
Os manifestantes foram recebidos, no final da manhã, pelo diretor geral do gabinete da prefeitura, Germano Noronha, que se comprometeu a intermediar uma reunião entre o prefeito e os professores. A Funpapa não se manifestou até o fechamento desta edição.
ESTADUAL
Os professores da rede Estadual realizaram, em conjunto com os docentes da rede municipal, ato em frente à AL, próximo ao Palácio Antônio Lemos. O objetivo do protesto foi pressionar parlamentares pela aprovação do Projeto de Lei que regulamenta as horas atividades, que deveriam corresponder a 1/3 da carga horária, e horas suplementares da jornada de trabalho dos servidores.
Os professores ligados à Secretaria de Estado de Educação (Seduc) realizam assembleia para definir os rumos da mobilização. Matheus Ferreira, coordenador geral do Sintepp, explica que o PL, que está para ser votado desde fevereiro em caráter de urgência, tem até o próximo dia seis de julho para ser ou não aprovado. Ainda assim, não há previsão para esta votação.
(Diário do Pará)
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