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Família que perdeu bebê acusa a Santa Casa

Grávida de oito meses, a jovem Rayana Amaral de Paiva, 17, deu entrada no Hospital Municipal de Mosqueiro às 9h da última segunda-feira (9), em trabalho de parto, sentindo dores. Mas, de acordo com a tia de Rayana, Michelly Cristiane Marcelino Serrão, a g

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Grávida de oito meses, a jovem Rayana Amaral de Paiva, 17, deu entrada no Hospital Municipal de Mosqueiro às 9h da última segunda-feira (9), em trabalho de parto, sentindo dores. Mas, de acordo com a tia de Rayana, Michelly Cristiane Marcelino Serrão, a gravidez era de risco, uma vez que a criança estaria com sobrepeso. Por falta de estrutura adequada para atender o caso, como UTI pediátrica e incubadora, o hospital da Ilha transferiu a paciente para a Santa Casa de Misericórdia, em Belém.

Michelly conta que a sobrinha chegou ao hospital às 11h e foi atendida pela pediatra Daniele Leal. “Ela mandou minha sobrinha sentar e aguardar, sendo que a gravidez era de risco e ela precisava ser operada logo. Ela negligenciou atendimento a minha sobrinha. Eles diziam que só podiam fazer o parto depois que ela fizesse uma ultrasson. Só que deixaram ela esperando desde de manhã e só foram operar às 10 da noite”, reclama.

Segundo a tia de Rayana, o pai da criança, David Raul da Costa Silva, 24, estranhou por não sentir mais a filha se mexer dentro da barriga da mãe e chamou uma enfermeira. “A enfermeira disse que foi por causa de um calmante que deram para a minha sobrinha. Mas a gente acha que a criança já estava morrendo. Entre todas as pacientes, ela foi a última a ser operada. O marido dela acompanhou o parto e disse que quando a criança nasceu, ela só deu um suspiro e morreu logo depois”, afirma Michelly.

A família de Rayana acusa o hospital de negligência no atendimento da jovem. “Assim que a criança nasceu, o marido da Rayana me ligou e fui para a Santa Casa. Cheguei lá meia-noite e não queriam me deixar ver a menina. Eu fiz um escândalo e umas duas horas consegui vê-la. Ela aparentava estar perfeita, mas eles alegaram que ela nasceu com uma má formação. Mas não quiseram explicar o que era. Disseram que se quiséssemos saber era para ir ao Renato Chaves”, conta.

Michelly disse que os funcionários do hospital informaram que a família gastaria muito para verificar a causa da morte no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. “Eles sabiam que foi negligência deles, por isso disseram para não levarmos. Trouxemos a criança para Mosqueiro e enterramos terça-feira de manhã. A Ouvidoria da Santa Casa e a assistente social de lá também disseram que foi negligência. Depois deram um outro laudo dizendo que foi derrame cerebral. Era uma criança muito esperada pela família. A minha sobrinha está com pressão alta. Estamos revoltados. Queremos justiça!”, bradou.

RESPOSTA

Em nota, a Fundação Santa Casa do Pará “nega que a paciente R.A.P. de 17 anos, vinda de Mosqueiro em Belém tenha sido negligenciada. A equipe médica que atendeu ressalta que a menor apresentava pressão alta, fez exames, inclusive de ultrassom onde foi detectado que a criança possuía múltiplas más formações, abdômen distendido e cianose central causado por uma hidropsia fetal. R.A.P foi indicada e preparada para uma cesárea. Após o nascimento da criança, a equipe de neonatologia fez todos os procedimentos necessários para salvar a vida do bebê, porém, a criança evoluiu ao óbito”.

(Diário do Pará)

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