A circulação de cachorros e outros animais dentro do espaço da Universidade Federal do Pará (UFPA), na Cidade Universitária José da Silveira Netto, é um episódio corriqueiro e todas as pessoas que têm acesso ao Campus do Guamá sabem disso.
Mesmo apresentando o seu lado bom, a situação dos cachorros, algumas vezes, acaba causando incômodos. Para organizar a presença desses animais, está sendo elaborado um projeto que visa cuidar, identificar e realocar os cachorros.
Para o reitor Carlos Maneschy, o objetivo do programa é responder, em um espaço de tempo hábil, a situação da ocupação pelos cães no Campus Guamá. “Precisamos fazer esse projeto com toda a preocupação e a precaução de tratar os animais de maneira digna, dar o conforto e as condições de vida que merecem, mas entendendo, também, que a Universidade não pode ter a convivência com eles da forma como vivem hoje, soltos e sem cuidados.”
O projeto tem o objetivo de apresentar uma solução para a circulação e, principalmente, para a saúde dos cães. O plano também deve atender a necessidade do controle da natalidade canina, que deverá ser resolvida com a castração desses animais. O resgate dos direitos dos alunos e transeuntes da UFPA será incluído, visando à tranquilidade em caminhar no campus.
COMISSÃO
A comissão da causa animal da UFPA acrescenta que é muito importante este momento de decisão em relação à vida desses animais. “É momento muito importante, porque vem ao encontro dos nossos anseios – comunidade acadêmica e comissão – de proteger esses animais, pelos quais lutamos há muito tempo. O nosso papel vai ser de monitoramento e acompanhamento do projeto. Eu espero que ele seja executado e cumpra o que sempre sonhamos para eles (animais), uma vida digna”, pontua Sueli Palheta.
Segundo a organização do plano, supervisionado pela comissão da UFPA, o trabalho será cuidadoso e todas as atividades e ações do programa serão agilizadas o mais rápido possível. O projeto foi batizado de “Shiba”, nome do cão guia de uma aluna da Universidade.
(Diário do Pará)
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